MARAVILHA DO UNIVERSO

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Contemple a Maravilha do Universo

sábado, 17 de dezembro de 2011

EUROPEUS FAZEM ANÚNCIO NA TERÇA- FEIRA SOBRE PATÍCULA DE DEUS


Cientistas da Cern (Organização Européia de Pesquisa Nuclear) se experimento que tenta confirmar a existência da última peça da teoria-mestra da física de partículas.
A sorte está lançada, e todos querem saber se o bóson de Higgs --a "partícula de Deus"-- apareceu.
O projeto, conduzido no acelerador de partículas LHC, busca entender por que os componentes dos átomos têm massa. A explicação mais simples é que a partícula hipotética (batizada em referência a Peter Higgs, que a postulou) daria massa às outras partículas.
Se o bóson de Higgs existe, pode surgir nas colisões entre núcleos de átomos que o LHC produz. Físicos passaram os últimos dois meses analisando informações medidas pelos experimentos.
Quem espera um glorioso "sim" ou um revolucionário "não" no anúncio de amanhã pode ter de se contentar com um "talvez". Dois experimentos separados, o Atlas e o CMS, competem para chegar à partícula primeiro. Oficialmente, não conhecem dados finais um do outro. Nenhum cantou vitória ainda.
Segundo os físicos, pode ser que um resultado positivo esteja próximo. A teoria prevê que o próprio bóson tenha massa, medida em escala de gigaelétron-volts (GeV, unidade baseada na massa do núcleo do hidrogênio).
INTERVALO CURTO
Inferências sugerem que a massa do Higgs é menor do que 170 GeV, e experimentos anteriores já tinham excluído a possibilidade de ser menos de 114 GeV. O LHC já vasculhou o espectro de 141 GeV até 500 GeV, sem achar nada. Resta uma pequena janela, portanto, de 115 a 140 GeV.
Os mais pessimistas não dão bola para as estimativas. "É besteira", diz o espanhol Luis Álvarez-Gaumé. "As teorias em si não estimam a massa do Higgs, que é um parâmetro livre totalmente arbitrário." Se o Higgs tiver algo "da ordem de 1.000 GeV, será muito difícil achá-lo no LHC", afirma o brasileiro Rogério Rosenfeld, da Unesp.
"Por enquanto, não tem ninguém se descabelando. Daqui a um ano, porém, se o Higgs ainda não tiver aparecido, vai ter muito chororô. E eu me incluo nisso", diz o americano James Wells.
Cientistas esperam ao menos uma pista razoável surgindo amanhã. O Modelo Padrão, teoria vigente da física de partículas, não fecha as contas sem o Higgs. Se o bóson não for encontrado, é preciso que exista outra entidade exercendo seu papel.
"Não há razão para pensar que o Higgs vai ser exatamente aquele previsto pelo Modelo Padrão, mas é preciso que seja algo parecido, porque muitas pistas indicam que não pode estar longe", diz o francês Christophe Grojean.
William Murray, um dos analistas responsáveis por procurar o Higgs no Atlas, ainda mantém seus dados sob sigilo. Mas admite que é possível surgir uma "pista" positiva da existência do Higgs. Se a partícula não existe, porém, será preciso esperar até mais um ano para o acelerador acumular dados que confirmem sua exclusão.
"Poderíamos dizer que temos 95% de confiança do resultado, por exemplo, ao declará-lo agora, mas isso ainda seria baixo para descartar o Higgs, que é a fundação de todas as especulações teóricas atuais", diz Murray. "Talvez seja preciso ter 99,9%."

NUVEM ESPACIAL SERÁ ENGOLIDA POR BURACO NEGRO

Nuvem espacial será engolida por buraco negro
Simulação de como a nuvem de gás e poeira poderá se esfacelar ao longo dos próximos anos, conforme se aproxima do buraco negro no centro da Via Láctea.[Imagem: ESO/MPE/Marc Schartmann]

Algodão-doce de buraco negro
Astrônomos descobriram uma nuvem de gás, com várias vezes a massa da Terra, aproximando-se rapidamente do seu destino final: ser engolida pelo buraco negro situado no centro da Via Láctea.
Esta é a primeira vez que uma nuvem "condenada" é observada aproximando-se para ser engolida por um buraco negro supermassivo.
Segundo a equipe do Reinhard Genzel, do Instituto Max Planck, na Alemanha, a velocidade deste objeto praticamente dobrou nos últimos sete anos, atingindo mais de 8 milhões de km/hora.
Seu grupo tem um programa de pesquisas que planeja observar o buraco negro massivo no centro da nossa galáxia durante 20 anos, usando os telescópios do ESO (Observatório Europeu do Sul).
Nuvem passageira
A nuvem condenada está em uma órbita muito alongada.
Em meados de 2013, ela passará a uma distância de apenas 40 bilhões de quilômetros do horizonte de eventos do buraco negro.
Isto corresponde a cerca de 36 horas-luz, um pouco mais do que a distância entre o Sol e Júpiter, um "raspão" em termos astronômicos.
A nuvem é muito mais fria do que as estrelas à sua volta e é essencialmente composta de hidrogênio e hélio. Ela é formada por poeira e gás ionizado, com uma massa de cerca de três vezes a da Terra.
A nuvem brilha sob a intensa radiação ultravioleta emitida por estrelas quentes, que se encontram em seu redor no coração superlotado da Via Láctea.
A atual densidade da nuvem é muito maior do que a densidade do gás quente que rodeia o buraco negro. No entanto, à medida que ela se aproxima do "monstro esfomeado", a pressão externa vai aumentando, comprimindo a nuvem.
Ao mesmo tempo, a grande força gravitacional do buraco negro, que tem uma massa quatro milhões de vezes maior que a do Sol, continuará a sugá-la, esticando-a ao longo da sua órbita.
"A imagem de um astronauta, próximo de um buraco negro, sendo esticado até ficar parecido com um espaguete, é bastante comum na ficção científica. Mas agora podemos efetivamente ver isso acontecendo à nova nuvem, que não vai sobreviver à experiência," explica Stefan Gillesseen, autor principal do artigo científico que descreve os resultados e que será publicado no mês de Janeiro na revista Nature.
Refeição de buraco negro
As bordas da nuvem já começaram a rasgar-se e espera-se que a nuvem se desfaça completamente em pedaços nos próximos anos. Os astrônomos detectaram sinais claros do aumento da perturbação no período de 2008 a 2011.
Espera-se também que o material se torne muito mais quente à medida que se aproximar do buraco negro, em 2013, e comece a emitir raios X. Atualmente existe pouco material próximo do buraco negro, por isso a refeição recém-chegada será o combustível dominante do buraco negro durante os próximos anos.
Uma explicação para a formação da nuvem é que o material que a compõe possa ter vindo de estrelas jovens de grande massa que se encontram nas proximidades e que perdem massa muito rapidamente devido a ventos estelares. Estrelas deste tipo sopram literalmente o seu gás para o exterior.
A colisão de ventos estelares de uma estrela dupla conhecida que orbita em torno do buraco negro central pode ter levado à formação da nuvem.
"Os próximos dois anos serão muito interessantes e deverão trazer-nos informação extremamente valiosa sobre o comportamento da matéria em torno destes objetos massivos tão extraordinários," conclui Reinhard Genzel.
Astrônomos descobriram uma nuvem de gás, com várias vezes a massa da Terra, aproximando-se rapidamente do seu destino final: ser engolida pelo buraco negro situado no centro da Via Láctea.
Esta é a primeira vez que uma nuvem "condenada" é observada aproximando-se para ser engolida por um buraco negro supermassivo.
Segundo a equipe do Reinhard Genzel, do Instituto Max Planck, na Alemanha, a velocidade deste objeto praticamente dobrou nos últimos sete anos, atingindo mais de 8 milhões de km/hora.
Seu grupo tem um programa de pesquisas que planeja observar o buraco negro massivo no centro da nossa galáxia durante 20 anos, usando os telescópios do ESO (Observatório Europeu do Sul).

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

SONDA DA NASA FOTOGRAFA DIONE: UMA LUA DE SATURNO

A Nasa publicou nesta terça-feira (13) as imagens obtidas pela sonda Cassini durante uma manobra que executou por uma das luas de Saturno. Na segunda, a nave ficou a cerca de cem quilômetros da superfície de Dione. 

Imagem de Dione, com outras duas luas e os anéis de Saturno. Foto: Nasa/JPL/Space Science Institute
As imagens publicadas ainda não passaram por nenhum tipo de tratamento. Elas mostram as fraturas na superfície do satélite natural e, ao fundo, os anéis de Saturno e outras duas luas do planeta, Epimeteu e Pandora. 

A sonda Cassini foi lançada em 1997 para estudar a composição das luas de Saturno - mais de 60 satélites naturais já foram encontrados na órbita do planeta. 


Fonte: G1

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

CIENTISTAS ANUNCIAM POSSIBILIDADE DE ÁGUA LÍQUIDA EM MARTE

Novas descobertas a respeito do Planeta Vermelho ocorrem praticamente todos os dias, mas algumas chamam mais a atenção devido ao impacto que podem ter no estudo do planeta. Em comunicado oficial, a agência espacial americana informou que estudos recentes baseado em imagens captadas pela sonda MRO apontam para a presença de água líquida na superfície do planeta.
Fluxos de água Líquida em Marte
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De acordo com o estudo, publicado esta semana na revista especializada Science, cientistas ligados à Universidade do Arizona dizem ter encontrado evidências bastante fortes de que durante os períodos de calor, entre a primavera e o verão, filetes de água fluem na superfície do planeta, deixando marcas características na paisagem marciana. Segundo o paper (trabalho científico), as marcas somem nos meses frios, entre o outono e inverno.
Segundo Alfred McEwen, principal investigador dos dados coletados pelo instrumento Hirise (High Resolution Imaging Science Experiment) junto à Universidade do Arizona, as imagens de alta resolução mostram estruturas escuras e compridas no solo marciano. “A melhor explicação apresentada até agora para essas feições é o fluxo de água salgada, que parece correr na região imageada”, afirmou o pesquisador.
No entanto, alguns aspectos das observações ainda permanecem como um quebra-cabeça para os pesquisadores, mas o provável fluxo de água salgada é a melhor alternativa entre as hipóteses apresentadas, já que a presença do sal diminui a temperatura de congelamento da água. Se a água fosse pura congelaria na temperatura marciana até mesmo no verão.
Imagens
As características imageadas pela sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) têm entre 50 centímetros e 5 metros de largura, com centenas de metros de comprimento e são muito mais estreitas que as feições anteriormente registradas. Além disso, em algumas localidades foram registrados mais de 1000 fluxos individuais.


Fluxos de água Líquida em Marte
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De acordo com os pesquisadores, as imagens mostram fluxos que se alongam e escurecem nas encostas rochosas voltadas para o equador até o início do outono. A sazonalidade, distribuição de latitude e mudanças de brilho sugerem a presença de um material volátil, mas que ainda não foi detectado diretamente.
Dados coletados nas regiões estudadas mostram que as condições climáticas são quentes demais para o congelamento do dióxido de carbono e em alguns locais, muito frias para a água pura, sugerindo portanto os efeitos da salinidade, que apresenta ponto de congelamento mais baixo.
Depósitos de sal em grandes áreas indicam que as salmouras eram abundantes no passado de Marte e observações recentes sugerem que salmouras ainda podem se formar próximas da superfície.

Perguntas
Depois que os fluxos foram observados, os pesquisadores passaram a fazer análises diretas das feições com auxílio de um espectrômetro a bordo da sonda, mas não obtiveram a assinatura química características da água. Segundo os cientistas, isso pode ser consequência de secagem rápida do material ou de sua penetração no solo.

"É importante notar que as ravinas ou canais observados nas imagens não são escuros por estarem molhados. Isso ocorre por algum outro motivo que ainda estamos estudando", explicou McEwen.
Um fluxo iniciado por água salgada poderia reorganizar grãos ou alterar a rugosidade da superfície de modo a escurecer a aparência, mas voltar a ficar claro quando a temperatura cai é mais difícil de explicar. "Isso pode ser um mistério neste momento, mas acredito que poderá ser resolvido em pouco tempo com mais observações e experimentos de laboratório", disse McEwen.

Brasileiro
Os resultados apresentados são os mais próximos de uma possível prova da existência da água líquida fluindo na superfície do planeta. Até agora, a água só havia sido detectada na forma congelada, próxima da superfície nas regiões de alta latitude.

Em 2009, com base em dados coletados pela sonda norte-americana Phoenix, o cientista brasileiro Nilton Rennó, da Universidade de Michigan, explicou como ocorre o ciclo de água no Planeta Vermelho e afirmou que a presença da água em forma líquida pode ocorrer em qualquer ponto onde a temperatura seja maior que -70 graus Celsius e exista qualquer fonte de água.


No mesmo ano, um artigo também publicado pela revista Science confirmou a existência de gelo subterrâneo na região ártica do planeta a uma profundidade de 5 centímetros e citou a tese de Rennó de que a água em forma líquida pode existir na forma de poças ou gotas, uma vez que o ponto de congelamento cai devido à grande concentração de sais.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

MARTE: ROBÔ OPPORTUNITY CHEGA AO NOVO LOCAL DE EXPLORAÇÃO

Depois de quase três anos de jornada, o robô explorador
 Opportunity chegou ao mais novo local de exploração, 
a cratera Endeavour. Para chegar ao local o jipe-robô percorreu
 21 km após escalar a cratera Vitória, antigo local de pesquisas. 
O novo local foi batizado de Spirit Point, em homenagem ao robô gêmeo Spirit, que explorou o outro lado do Planeta Vermelho.


Cratera Endeavour
Clique para ver a animação
"Nossa chegada a este destino é um lembrete de que estes
rovers foram muito além da missão inicial de três meses",
disse John Callas, gerente do projeto dos exploradores robóticos
 em Marte, junto ao Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL.
A Nasa lançou os robôs Spirit e Opportunity em 2003 e após
 chegarem a Marte completaram a missão principal em três
 meses, em abril de 2004. Devido à excelente performance dos equipamentos as pesquisas prosseguiram por anos seguidos,
 com inúmeras descobertas feitas sobre o ambiente marciano,
 entre elas a confirmação de que Marte, a exemplo da Terra,
 também possui um ciclo da água.
Durante seis anos Spirit e Opportunity percorreram o Planeta
 Vermelho em hemisférios opostos até que em março de 2010 as comunicações com o jipe Spirit cessaram. Após diversas tentativas frustradas de contato, em maio de 2010 os cientistas do JPL oficialmente encerraram a missão Spirit.

Cratera Endeavour
Clique para ver a animação
A chegada do Opportunity à cratera Endeavour é um marco
na exploração do Sistema Solar. Até hoje, nenhum robô
 desbravou por tanto tempo um planeta a partir de sua superfície
. Além disso, o fato do equipamento ainda operar em condições
 quase perfeitas revela o alto nível a que chegou a tecnologia de construção de jipes planetários.
Spirit Point
O novo ponto de exploração - a cratera Endeavour - tem 22
quilômetros de diâmetro e é 25 vezes mais larga que a cratera
Vitória, previamente estudada pelo Opportunity. Segundo os pesquisadores, o local oferece acesso a velhos depósitos
geológicos ainda desconhecidos e que deverão trazer novos
dados e descobertas sobre a superfície de Marte.
"Em breve teremos a oportunidade de recolher uma amostra
 dessas rochas", disse Matthew Golombek, um dos principais investigadores da Nasa para os dados geológicos retornados
 pelas sondas marcianas. "É esperar para ver", completou.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

GK PER: NOVA DE 1901

No início do século XX, GK Persei tornou-se por um breve período uma
 das estrelas mais brilhantes no céu do planeta Terra, um evento conhecido
 como Nova Persei 1901. Documentado nesta montagem feita em dias
 modernos de duas imagens de 2003 e 2001, o material ejetado da
 explosão, popularmente chamado Nebulosa dos Fogos de Artifício,
 continua a se expandir para o espaço. Entende-se que GK Per e outras
 estrelas variáveis cataclísmicas semelhantes conhecidas como novas clássicas,
 sejam sistemasbinários constituídos de uma compacta estrela anã branca e
 uma estrela gigante fria e dilatada, em órbita próxima. O acúmulo de
 massa transferida para a superfície da anã branca vinda da estrela gigante
 através de um disco de acreção, eventualmente detona uma explosão
 termonuclear, fazendo o material estelar voarpelo espaço sem destruir
 a estrela anã branca. Com um período orbital de 2 dias, o sistema
 GK Per jáproduziu várias pequenas explosões nos últimos anos.











A cerca de 1500 anos-luz de distância, a nebulosa ainda tem menos de um ano-luz de diâmetro.
 autorais: Adam Block, Mt. Lemmon SkyCenter, University of Arizona

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

NASA ENCONTRA EM MARTE MINERAL QUE PARECE TE SEIDO DEPOSITADO PELA ÁGUA


Cientistas acreditam que o mineral seja a gipsita, usada para fazer gesso. 'É o tipo de coisa que faz um geólogo levantar da cadeira', diz pesquisador. 
Mineral, provavelmente gipsita, encontrado pelo Opportunity no solo de Marte. Foto: Nasa/JPL-Caltech/Cornell/ASU
O jipe-robô Opportunity, usado pela Nasa para explorar o solo de Marte, encontrou uma trilha de um mineral que parece ter sido depositado pela água. Os cientistas acreditam que a análise do material vai trazer nova compreensão sobre a história dos ambientes úmidos marcianos. 

O Opportunity foi lançado em 2004, junto a outro jipe-robô, o Spirit, que não está mais em atividade. Os dois já levaram a importantes descobertas sobre o solo do planeta vermelho, revelando que o ambiente pode ter sido favorável ao surgimento de micróbios. 

A trilha encontrada pelo veículo da Nasa na cratera Endeavour tem entre 1 cm e 2 cm de largura, por algo entre 40 cm e 50 cm de comprimento. O aparelho aponta que o solo tem cálcio e enxofre, e os cientistas acreditam que o mineral seja a gipsita, usada na produção de gesso. 

"É um depósito químico relativamente puro que se formou no local em que o vemos. Isso não pode ser dito para outras amostras de gipsita em Marte nem para outros minerais relacionados à água que o Opportunity já encontrou. Não é incomum na Terra, mas, em Marte, é o tipo de coisa que faz um geólogo levantar da cadeira", diz Steve Squyres, da Universidade Cornell, pesquisador do projeto. 

domingo, 11 de dezembro de 2011

GK PER: NOVA DE 1901

No início do século XX, GK Persei tornou-se por um breve período uma
 das estrelas mais brilhantes no céu do planeta Terra, um evento conhecido
 como Nova Persei 1901. Documentado nesta montagem feita em dias
 modernos de duas imagens de 2003 e 2001, o material ejetado da
 explosão, popularmente chamado Nebulosa dos Fogos de Artifício,
 continua a se expandir para o espaço. Entende-se que GK Per e outras
 estrelas variáveis como cataclísmicas semelhantes a este conhecidas como novas clássicas,
 sejam sistemas binários constituídos de uma compacta estrela anã branca e
 uma estrela gigante fria e dilatada, em órbita próxima. O acúmulo de
 massa transferida para a superfície da anã branca vinda da estrela gigante
 atravésde um disco de acreção, eventualmente detona uma explosão
 termo nuclear, fazendo o material estelar voar pelo espaço sem destruir
 a estrela anã branca. Com um período orbital de 2 dias, o sistema
 GK Per já produziu várias pequenas explosões nos últimos anos.











A cerca de 1500 anos-luz de distância, a nebulosa ainda tem menos de um ano-luz de diâmetro.
 autorais: Adam Block, Mt. Lemmon SkyCenter, University of Arizona

DE FORMAÇÃO DE ESTRELAS REGIÃO RCW 108 EM ARA


RCW 108 é uma nuvem molecular que está em vias de ser destruído pela intensa radiação ultravioleta das estrelas pesadas e quentes,  estrela próxima  NGC 6193, visto à esquerda na foto. Uma série de imagens foram obtidas com a Wide Field Imager (WFI) de áreas na banda Via Láctea, incluindo algumas em que as nebulosas interestelares de gás e poeira são vistos. Cada quadro registros 8184 x 8196, ou mais de 67 milhões, pixels em um campo céu de 32 x 32 arcmin 2. A foto mostra o complexo de 108 RCW de nebulosas brilhantes e escuras na associação sul Ara OB1, uma região de formação estelar na constelação Ara (Altar), no fundo do céu do sul. A resolução desta imagem foi degradada pela redução do número de pixels em uma direção a partir de cerca de 8000-3000 na "versão de alta resolução", a fim de tornar a imagem transportável sobre a web, sem incorrer em tempos de transferência completamente inaceitável. Ainda assim, é muito grande, mesmo no formato jpeg altamente comprimido, refletindo a grande quantidade de detalhes visíveis.
Esta imagem a cores é um composto feito a partir de 12 imagens separadas, obtidas com o WFI em 27 de março de 1999. O componente azul corresponde ao filtro B, o verde para o filtro V, eo vermelho para o filtro H-alfa. As imagens em cada filtro é composto de 4 frames individuais obtidos com o telescópio apontando em posições ligeiramente diferentes no céu, de modo que as partes do céu cair nas brechas entre as 8 individuais 2k x 4k CCDs em um determinado quadro são registrados sobre os outros. As imagens monocromáticas são então produzidas por sobreposição de quadros individuais, corrigindo para os deslocamentos telescópio, o que garante que o campo completo é bem cobertos. Este procedimento não é simples, como as condições de observação pode mudar um pouco da exposição a exposição, resultando em pequenas diferenças. Finalmente, as imagens combinadas em cada filtro estão alinhados e um código de cores para produzir a imagem colorida.
Para o processamento desta foto grande (8k x 8k, 256 Mbytes), um mínimo de correção de contraste foi feita e as linhas de muito fraca ainda pode ser percebida em alguns lugares onde os quadros individuais foram apensados. Também pode-se notar que há um ligeiro desalinhamento das cores individuais em imagens estelares nos cantos extremos do campo grande. Isto é devido ao efeito da refração atmosférica diferencial, ou seja, os raios de luz de cores diferentes são dobrados de maneira diferente no ar.
O tempo de exposição foi de 300 segundos para cada quadro em H-alpha, e 60 seg em B e V. Oriente é para a esquerda e do Norte até o topo.
Crédito:
ESO

sábado, 10 de dezembro de 2011

NOVO PLANETA EM ZONA HABITÁVEL PRECISA DE ESTUDOS MAIS PROFUNDOS

Apesar de parecer uma fantástica descoberta, o novo exoplaneta recém-descoberto pela Nasa não deve ser visto como uma "nova Terra", com características que permitem o desenvolvimento de formas de vida similares às que conhecemos.
Batizado como Kepler 22b, o planeta se encontra fora do nosso Sistema Solar e foi descoberto através de imagens captadas pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa. Segundo a agência americana, o objeto mede 2.4 vezes o tamanho da Terra e completa uma translação ao redor da sua estrela em 290 dias.
A descoberta, publicada na revista "The Astrophysical Journal", ocorre depois que a Nasa anunciou uma lista com 54 objetos que poderiam ser classificados como planetas e que orbitariam dentro da chamada "zona habitável", uma região nas proximidades da estrela que permite que a água - caso exista - seja encontrada na forma líquida.
Poucas informações
É importante destacar que zona habitável não significa que o planeta possua todas as condições de habitabilidade. Os dados sobre o objeto são muito escassos e estão baseados na luminosidade, espectro eletromagnético e características orbitais que permitem determinar sua massa, mas até agora não é possível saber nem ao menos se o planeta é rochoso ou gasoso.


Um dos principais entraves para se adquirir dados mais consistentes sobre Kepler 22b é sua distância. O objeto se localiza a 600 anos-luz da Terra, cerca de 6 quatrilhões de quilômetros, uma distância que faz o longínquo Plutão, a 5 bilhões de km, situar-se ali na esquina.

Trânsito
Para descobrir o exoplaneta os cientistas utilizaram a técnica do trânsito, um método que mede continuamente a luz da estrela e detecta pequenas variações no brilho causadas pela passagem de um objeto na frente do disco luminoso. Kepler analisou a luz de nada menos que 150 mil estrelas e a cada sinal de variação repetia o teste por três vezes.

Após uma detecção válida, a equipe de pesquisadores utilizou diversos telescópios baseados em terra e também as imagens do telescópio espacial Spitzer para confirmar as observações. Kepler está focado nas constelações de Lyra e Cisne.
Apesar das poucas informações sobre o novo exoplaneta, a descoberta é um importante marco na busca por astros com características similares á da terra e que possam abrigar vida, mesmo que isso demore ainda muito tempo.