MARAVILHA DO UNIVERSO

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Contemple a Maravilha do Universo

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

ASTRÔNOMOS IDENTIFICAM ALINHAMENTO CÓSMICO MISTERIOSO


Imagem mostra nebulosa planetária bipolar conhecida como NGC 6537, obtida pelo New Technology Telescope, do ESO. A forma, que lembra uma borboleta ou uma ampulheta, foi moldada quando uma estrela como o Sol se aproximou do final da vida e soprou suas camadas exteriores para o espaço circundante. O material é canalizado em direção aos polos da estrela a envelhecer, criando uma estrutura de lóbulos duplos. Foto: Eso / Divulgação
Resultado das pesquisas foi considerado surpreendente e pode ajudar na compreensão da história da galáxia.
Com o auxílio do New Technology Telescope, do Observatório Europeu do Sul (ESO), e do Telescópio Espacial Hubble, das agências espaciais americana (Nasa) e europeia (ESA), astrônomos exploraram mais de 100 nebulosas planetárias situadas no bojo central da nossa galáxia e descobriram que os membros em forma de borboleta desta família cósmica tendem a alinhar-se misteriosamente. O resultado foi considerado surpreendente, tendo em vista as histórias diferentes e propriedades variadas dos corpos celestes.
Nas últimas fases da vida, uma estrela como o Sol lança suas camadas exteriores para o espaço circundante, dando origem a objetos chamados nebulosas planetárias, que apresentam uma variedade de formas bonitas e intrigantes. Um dos tipos de nebulosa, conhecida como nebulosa planetária bipolar, costuma formar ampulhetas ou borboletas "fantasmagóricas" em torno das suas estrelas progenitoras.
Todas estas nebulosas formaram-se em locais diferentes e apresentam diferentes características. E nem as nebulosas individuais nem as estrelas que as formaram interagem com outras nebulosas planetárias. No entanto, um novo estudo feito por astrônomos da Universidade de Manchester, Reino Unido, mostra semelhanças surpreendentes entre algumas destas nebulosas: muitas delas alinham-se no céu da mesma maneira.
"Esta é verdadeiramente uma descoberta surpreendente e, se for confirmada, uma descoberta muito importante", explica Bryan Rees, da Universidade de Manchester, um dos dois autores do artigo científico que apresenta estes resultados. "Muitas destas borboletas fantasmagóricas parecem ter os seus eixos maiores alinhados ao longo do plano da nossa galáxia. Ao usar imagens tanto do Hubble como do NTT, pudemos ver muito bem estes objetos e por isso conseguimos estudá-los com grande detalhe".
Os astrônomos observaram 130 nebulosas planetárias no bojo central da Via Láctea e identificaram três tipos diferentes destes objetos, estudando cuidadosamente as suas características e a sua aparência. "Enquanto duas destas populações estavam alinhadas no céu de modo completamente aleatório, como o esperado, descobrimos que a terceira - as nebulosas bipolares - mostrava uma preferência surpreendente por um determinado alinhamento", explica o segundo autor do artigo, Albert Zijlstra, também da Universidade de Manchester. "Apesar de qualquer alinhamento ser por si só uma surpresa, encontrá-lo na região central muito populosa da galáxia é ainda mais inesperado".
Pensa-se que as nebulosas planetárias são esculpidas pela rotação do sistema estelar a partir do qual se formam, dependendo por isso das propriedades do sistema - por exemplo, se se tratar de uma estrela binária, ou se existirem um número de planetas em sua órbita, ambos os fatores são suscetíveis de influenciar a forma da bolha soprada. As formas das nebulosas bipolares são bastante extremas e são provavelmente causadas por jatos que lançam, a partir do sistema binário, matéria perpendicular à órbita.
"O alinhamento que estamos a ver destas nebulosas bipolares indicam que algo de estranho se passa nos sistemas estelares situados no seio do bojo central", explica Rees. "Para que se alinhem do modo que vemos, os sistemas estelares que formam estas nebulosas teriam que estar a rodar perpendicularmente às nuvens interestelares a partir das quais se formaram, o que é muito estranho".
Apesar das propriedades das suas estrelas progenitoras darem forma a estas nebulosas, esta nova descoberta aponta para outro fator ainda mais misterioso. Ao mesmo tempo em que temos estas características estelares complexas temos também as da Via Láctea; o bojo central roda como um todo em torno do centro galáctico. Este bojo pode ter uma influência maior sobre toda a nossa Galáxia do que o suposto anteriormente - através dos campos magnéticos. Os astrônomos sugerem que o comportamento ordenado das nebulosas planetárias poderia ter sido causado pela presença de campos magnéticos fortes existentes na altura em que o bojo se formou.
Como as nebulosas mais perto de casa não se alinham do mesmo modo ordenado, estes campos teriam que ter sido muitas vezes mais forte do que os que existem presentemente na nossa vizinhança. "Podemos aprender muito com o estudo destes objetos", conclui Zijlstra. "Se as nebulosas se comportam realmente deste modo inesperado, este facto terá consequências não apenas para o passado de estrelas individuais, mas também para o passado de toda a Galáxia".

sábado, 7 de setembro de 2013

OBSERVAÇÕES DE CIENTISTAS ENCONTRAM ASTEROIDE NA ÓRBITA DE URANO


Cientistas descobriram pela primeira vez um asteroide na órbita de Urano. Foto: UBC Astronomy / Divulgação
Astrônomos anunciaram nesta quinta-feira a descoberta do primeiro asteroide troiano de Urano. Segundo os cientistas, 2011 QF99 pode fazer parte de uma população de objetos maior do que esperada e que está presa pela gravidade dos planetas gigantes do Sistema Solar.
Asteroides troianos são aqueles que dividem a órbita de um planeta - a Terra, inclusive, tem o seu. Astrônomos consideravam que era improvável a presença de um desses objetos na órbita de Urano, já que a gravidade de seus planetas vizinhos deveria desestabilizar e expelir a pedra para os confins do Sistema Solar.
Antes de descobrir o asteroide, os pesquisadores criaram uma simulação computadorizada do Sistema Solar com os objetos que orbitam a estrela, inclusive os troianos. "Surpreendentemente, nosso modelo prevê que, em qualquer tempo dado, 3% dos objetos dispersos entre Júpiter e Netuno devem coorbitar ou Urano, ou Netuno", diz Mike Alexandersen, líder do estudo publicado na revista especializada Science.
Segundo os pesquisadores, QF99 foi preso pela órbita do planeta há poucas centenas de milhares de anos e deve escapar em cerca de 1 milhão de anos. "Isto nos conta algo sobre a evolução do Sistema Solar", diz Alexandersen. "Ao estudar o processo pelo qual troianos são capturados temporariamente, podemos entender melhor como objetos migram pela região planetária do Sistema Solar."
O estudo foi conduzido pela Universidade da Columbia Britânica (Canadá), Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá e o Observatório de Besancon (França).

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

NOVA OBSERVAÇÃO COM HUBBLE DA GALÁXIA AGULHA

uma fatia fina de uma galáxia borda visto em - um dos mais plana Hubble foi fotografada - com duas estrelas brilhantes queimando superior direito
Como encontrar uma agulha de prata  no palheiro do espaço.

 O Telescópio Espacial Hubble da NASA / ESA produziu esta bela imagem da galáxia espiral IC 2233, uma das galáxias mais plana conhecidas. Galáxias espirais típicas como a Via Láctea são normalmente feitas de três principais componentes visíveis: o disco onde os braços espirais e a maioria do gás e poeira está concentrada, o halo, uma esfera áspera e escassa em torno do disco que contém pouco gás, poeira ou a formação de estrelas, e do bojo central, no coração do disco, o qual é formado por uma grande concentração de estrelas antigas que circundam o centro galáctico. Contudo, IC 2233 está longe de ser normal. Este objeto é um excelente exemplo de uma galáxia super-fina, onde o diâmetro da galáxia é pelo menos dez vezes maior do que a espessura. Estas galáxias consistem de um simples disco de estrelas quando visto de lado. Esta orientação torna fascinante estudar, dando uma outra perspectiva sobre galáxias espirais. Uma característica importante deste tipo de objectos é que eles tem um baixo brilho, e quase todos eles têm nenhuma protuberância em tudo. A cor azulada, que pode ser visto ao longo do disco dá provas da natureza espiral da galáxia, indicando a presença de estrelas quentes e luminosas, estrelas jovens, nascidas de nuvens de gás interestelar. Além disso, ao contrário de espirais típicas, IC 2233 não mostra nenhuma pista de pó bem definido. Apenas algumas pequenas regiões irregulares podem ser identificados nas regiões do interior acima e abaixo do plano médio da galáxia. Deitada na constelação de Lynx, IC 2233 está localizada a cerca de 40 milhões de anos-luz de distância da Terra. Esta galáxia foi descoberta pelo astrônomo britânico Isaac Roberts em 1894. Esta imagem foi tirada com a câmera avançada do Hubble para avaliações, combinando exposições visível e infravermelho. O campo de visão desta imagem é de aproximadamente 3,4 por 3,4 minutos de arco.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

MAGNETAR MISTERIOSO POSSUI UM DOS MAIS FORTES CAMPOS MAGNÉTICOS DO UNIVERSO

Campo magnético em magnetar SGR 0418
Cientistas usando o telescópio espacial XMM-Newton da ESA descobriram que uma estrela morta curioso tem escondido um dos campos magnéticos mais fortes do Universo o tempo todo, apesar das sugestões anteriores de um campo magnético excepcionalmente baixo.
O objeto, conhecido como SGR 0418 5729 (ou SGR 0418, para abreviar), é um magnetar, um tipo particular de estrela de nêutrons.
A estrela de nêutrons é o núcleo morto de uma estrela massiva, uma vez que entrou em colapso depois de queimar todo o combustível e explodindo em um evento dramático de supernova . Eles são objetos extremamente densos,  mais do que a massa do nosso Sol em uma esfera de apenas cerca de 20 km de diâmetro - do tamanho de uma cidade.
Uma pequena proporção de estrelas de nêutrons são formados  brevemente como magnetares, pois seus campos magnéticos são extremamente intensos,de bilhões a trilhões de vezes maior do que aqueles gerados em máquinas de ressonância magnética do hospital, por exemplo. Estes campos magnéticos entram em erupção esporadicamente com rajadas de radiação de alta energia.
SGR 0418 encontra-se em nossa galáxia, a cerca de 6.500 anos-luz da Terra. e Foi detectado pela primeira vez em junho de 2009 por telescópios espaciais, incluindo o Fermi, da NASA e Roscosmos 'Koronas-Photon quando de repente se iluminou em raios-X e raios gama moles. Posteriormente foi estudado por uma frota de observatórios, incluindo ESA XMM-Newton.
"Até muito recentemente, todas as indicações eram de que este magnetar teve um dos campos magnéticos mais fracos na superfície conhecidas, em 6 x 10 12 Gauss, que era cerca de 100 vezes menor do que para magnetares típicos ", disse Andrea Tiengo do Istituto Universitario di Studi Superiori, Pavia, Itália, e autor principal do artigo publicado na Nature.
"Entender esses resultados, foi um desafio. No entanto, nós suspeitamos que SGR 0418 foi, de fato, que esconde um campo magnético muito forte, para fora do alcance das nossas técnicas analíticas usuais ".
Magnetares rodam mais lentamente do que as estrelas de neutrões, mas ainda assim completam uma rotação em poucos segundos. A maneira normal de determinar o campo magnético de uma  magnetoestrela é medir a velocidade à qual a rotação está a diminuir. Três anos de observações de SGR 0418 levou os astrônomos a inferir um campo magnético fraco.
A nova técnica desenvolvida pelo Dr. Tiengo e seus colaboradores envolve a busca de variações no espectro de raios X do magnetar em intervalos de tempo extremamente curto, uma vez que gira. Este método permite aos astrônomos analisar o campo magnético com muito mais detalhes e revelou SGR 0418 como um monstro magnético verdade.
"Para explicar nossas observações, este magnetar deve ter um campo magnético super-forte, torcido atingindo 10 15 Gauss em pequenas regiões na superfície, que mede apenas algumas centenas de metros de diâmetro ", disse o Dr. Tiengo.
"Em média, o campo pode aparecer bastante fraco, pois os resultados anteriores sugeriram. Mas agora somos capazes de sondar a sub-estrutura na superfície e ver que o campo é muito forte localmente ".
Uma simples analogia pode ser feita com os campos magnéticos localizados ancorados em manchas solares no Sol, onde uma alteração de configuração de repente pode conduzir ao seu colapso e a produção de uma chama ou, no caso do SGR 0418, uma explosão de raios-X.
"Os dados espectrais fornecidos por XMM-Newton, combinada com uma nova forma de analisar os dados, permitiu-nos para finalmente fazer a primeira medição pormenorizadas do campo magnético de uma magnetoestrela, confirmando que é um dos maiores valores medidos no universo ", acrescenta Norbert Schartel, XMM-Newton, cientista do projeto da ESA.
"Temos agora uma nova ferramenta para sondar os campos magnéticos de outros magnetars, que ajudarão a restringir modelos desses objetos exóticos."

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

TELESCÓPIO DA NASA PERDE CAPACIDADE DE DESCOBRIR PLANETAS


Projeção artística mostra o telescópio espacial Kepler. Foto: Nasa / Divulgação
Após cerca de três meses, a Nasa - a agência espacial americana - desistiu de tentar restaurar a operação do telescópio Kepler de busca por novos planetas. 

O equipamento estava desde maio com duas dos quatro rodas de reação - que movimentam e posicionam o Kepler - sem funcionar (ele precisa de pelo menos três).
Segundo a Nasa, a primeira roda parou de funcionar em julho de 2012. Em novembro, o telescópio completou sua missão inicial e começou uma missão estendida que deveria durar quatro anos. Contudo, uma segunda roda falhou em maio deste ano.
No dia 8 deste mês, a missão reavaliou a condição do telescópio e chegou à conclusão de que não era possível recuperar as rodas. Sem três desses equipamentos em funcionamento, o Kepler não consegue a precisão necessária para coletar dados de exoplanetas. Mesmo assim, a Nasa comemora as descobertas feitas - e as que ainda virão dos dados coletados e ainda não explorados.
"No início da missão, ninguém sabia se planetas do tamanho da terra eram abundantes na galáxia. Se eles fossem raros, então deveríamos estar sozinhos", diz William Borucki, investigador-chefe do Centro de Pesquisa Ames, na Califórnia. "Agora, com as observações do Kepler completadas, os dados têm a resposta para a pergunta que inspirou a missão: as Terras em zonas habitáveis de estrelas como nosso Sol são comuns ou raras?"
Apesar de não poder mais caçar planetas, o Kepler ainda pode ser usado para outras pesquisas - pelo menos é o que os engenheiros e cientistas da Nasa estão tentando fazer. No dia 2, a agência espacial pediu por contribuições da comunidade científica para tentar descobrir usos para o telescópio e suas duas rodas.
Nos quatro anos de sua missão primária, o Kepler identificou 135 exoplanetas e 3,5 mil "candidatos". O time do Kepler passa agora a analisar os dados coletados, principalmente em busca dos tão esperados planetas de tamanho similar à Terra em zonas habitáveis.​

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

CIENTISTA DIZ QUE HÁ 3,5 BILHÕES DE ANOS ERA POSSÍVEL BEBER ÁGUA EM MARTE


Há 3,5 bilhões de anos, os seres humanos poderiam ter bebido água do planeta Marte e vivido ali por muito tempo, afirmou neste domingo o cientista da Nasa Joahn Grotzinger.
Em declarações ao jornal La Tercera, Grotzinger destacou que um ano depois que o robô Curiosity chegou com sucesso ao planeta vermelho, "descobriu que é um meio ambiente similar à Terra, em que se os seres humanos teriam estado há 3,5 bilhões de anos e poderiam ter enchido um copo de água e provavelmente bebê-la".
O investigador indicou que o passo mais importante até agora foi descobrir, a partir da análise de rochas no planeta, que existiu um meio ambiente propício para a vida e que persistiu por centenas ou milhares de anos.
O cientista americano ressalta que nesta terça-feira o robô completará um ano em Marte - planeta que é circundado por dois satélites-, onde em poucos meses conseguiu várias das metas propostas na missão de dois anos: caracterizar a água e a atmosfera e achar meio ambientes que no passado puderam suportar a vida.
Desde então, se transformou na missão mais popular da agência espacial americana. Tem uma conta com mais de 1,3 milhão de seguidores no Twitter e o Curiosity foi postulado como personagem do ano pela revista Time.
"Foi um ano muito bom. Pudemos aterrissar, que era algo sobre o qual todos estávamos nervosos e depois de oito meses conseguimos a meta primária da missão: que a água não era ácida como as missões anteriores detectaram, mas tinha um PH (potencial hidrogênio) neutro", disse.
Grotzinger afirmou que embora Marte tenha perdido umidade e hoje seja um deserto frio, as análises do Curiosity mostram que "pôde ser um local onde micros organismos teriam vivido facilmente".
O cientista explica que o robô realiza atualmente sua viagem mais longa na superfície de Marte. O trajeto foi iniciado em 4 de julho e deverá percorrer oito quilômetros rumo ao monte Sharp, uma montanha de 5.500 metros, em um deslocamento que poderá durar entre sete e nove meses.
"Será uma longa viagem, nos deteremos em algumas ocasiões para fazer medições, mas estamos comprometidos em dirigir ao monte o mais rápido possível", comentou.
O cientista explicou que a ideia original da viagem era aterrisar próximo de sua base, no centro da cratera Gale, pois as imagens do planeta tomadas desde a órbita mostram camadas e camadas no terreno que falam de diferentes idades geológicas, além de cores de minerais que poderia ter água.
Grotzinger, chefe da missão do Curiosity, acredita que nessa zona do planeta Marte, o quarto planeta do sistema solar mais próximo ao sol, há mais possibilidades de encontrar meio ambientes habitáveis.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

NGC 2392: UM BELO FIM DE VIDA DE UMA ESTRELA


NGC 2392 é uma nebulosa planetária, uma fase que ocorre quando uma estrela como o sol torna-se uma gigante vermelha e lança suas camadas exteriores.
Raios-X do Chandra (azul) mostra superaquecida de gás em todo o denso, núcleo quente da estrela.
Nosso Sol vai se tornar uma nebulosa planetária cerca de 5 bilhões de anos.
Estrelas como o Sol pode se tornar extremamente fotogênico, no final de sua vida. Um bom exemplo é NGC 2392, que fica a cerca de 4.200 anos-luz da Terra. NGC 2392, (apelidado de "Eskimo Nebula") é o que os astrônomos chamam de uma nebulosa planetária. Esta designação, no entanto, está enganando porque nebulosas planetárias na verdade não tem nada a ver com planetas. O termo é simplesmente uma relíquia histórica uma vez que estes objetos pareciam discos planetários para astrônomos em épocas anteriores ao olhar através de pequenos telescópios ópticos.
Em vez disso, nebulosas planetárias se formam quando uma estrela consome todo o seu hidrogênio em seu núcleo - um evento que o nosso Sol irá percorrer em cerca de cinco bilhões de anos. Quando isso acontecer, a estrela começa a esfriar e expandir, aumentando seu raio de dezenas a centenas de vezes o seu tamanho original. Eventualmente, as camadas mais externas da estrela são levados por um vento estelar de  50 mil quilômetros por hora, deixando para trás um núcleo quente. Este núcleo quente tem uma temperatura de superfície de cerca de 50 mil graus Celsius, e é ejetando suas camadas exteriores em um vento muito mais rápido que viaja a seis milhões quilômetros por hora. A radiação da estrela quente e da interação de seu vento rápido com o vento mais lento cria a concha  complexa e filamentosos de uma nebulosa planetária. Eventualmente, a estrela remanescente entrará em colapso para formar uma estrela anã branca.
Agora, astrônomos usando telescópios espaciais são capazes de observar nebulosas planetárias como a NGC 2392 em maneiras que seus antepassados ​​científicos provavelmente nunca poderia imaginar. Esta imagem composta de NGC 2392 contém dados de raios-X do Chandra da NASA X-ray Observatory em roxo mostrando a localização de gás de milhões de graus, perto do centro da nebulosa planetária. Os dados do Hubble Space Telescope show - de cor vermelha, verde e azul -mostram o intrincado padrão das camadas mais externas da estrela que foram ejetados. Os filamentos em forma de cometa se formam quando o vento mais rápido e radiação da estrela central interagem com conchas frias de poeira e gás que já foram ejetados pela estrela.
As observações de NGC 2392 eram parte de um estudo de três nebulosas planetárias com gás quente em seu centro. Os dados mostram que  Chandra NGC 2392 tem níveis anormalmente elevados de emissão de raios-X em comparação com as outras duas. Isso leva os pesquisadores a concluir que há um companheiro invisível para a estrela central quente em NGC 2392. A interação entre um par de estrelas binárias pode explicar a elevada emissão de raios-X encontrada lá. Enquanto isso, a emissão de raios-X mais fracos observados nas outras duas nebulosas planetárias na amostra - IC 418 e NGC 6826 - é provavelmente produzido por frentes de choque (como estrondos sônicos), em que o vento da estrela central. Uma imagem composta de NGC 6826 foi incluído em uma galeria de nebulosas planetárias lançado em 2012.
Um artigo que descreve estes resultados está disponível online e foi publicado no 10 de abril, 2013 edição do Astrophysical Journal. O primeiro autor é Nieves Ruiz, do Instituto de Astrofísica de Andalucía (IAA-CSIC), em Granada, Espanha, e os outros autores são You-Hua Chu, e Robert Gruendl da Universidade de Illinois, Urbana; Martín Guerrero do Instituto de Astrofísica de Andalucía (IAA-CSIC), em Granada, Espanha, e Ralf Jacob, Detlef Schönberner e Matthias Steffen do Leibniz-Institut Für Astrophysik em Potsdam (AIP), na Alemanha.
Marshall Space Flight Center da NASA em Huntsville, Alabama, gerencia o programa Chandra para a Direcção de Missões Científicas da NASA em Washington. O Observatório Astrofísico Smithsonian controla a ciência de Chandra e operações de voo a partir de Cambridge, Massachusetts
Fatos para NGC 2392:
Crédito de raios-X:                    NASA / CXC / IAA-CSIC / N.Ruiz et al, Optical: NASA / STScI
Data de publicação:                   11 de julho de 2013
Escala de Imagem                     é um arc min todo (cerca de 1,2 anos-luz)
Categoria                                  anãs brancas e Nebulosas Planetárias
Coordenadas (J2000)                RA 07h 29m 10.80s | dezembro 20 54 42,50
Constelação                             Gêmeos
Data de Observação                 09 de setembro de 2007
Tempo de observação              15 horas 57 min
Obs.                                        ID 7421
Instrumento                              ACIS
Também conhecido como:        nebulosa Eskimo
Referências                              Ruiz, N. et al, 2013, APJ, 767, 35; arXiv: 1302,3886
Código de Cores de raios-X     (rosa), Optical (Red, Green, Blue)

domingo, 4 de agosto de 2013

SATURNO E TERRA SÃO OBSERVADOS POR CASSINI


A Agência Espacial americana (Nasa) vai tirar nesta sexta-feira uma foto simultânea de Saturno e da Terra e convidou pessoas do mundo todo a "participar" do evento.

A sonda espacial Cassini, situada na órbita de Saturno desde 2004, vai fotografar esse planeta na sexta, entre 21h27 e 21h47 GMT (18h27 e 18h47 de Brasília), no momento em que Saturno será iluminado por trás pelo Sol. O objetivo da operação é contribuir para o estudo da forma dos anéis de poeira de Saturno.

"A Terra terá apenas o tamanho de um pixel visto da Cassini (...) mas isso dá aos habitantes da Terra a oportunidade de ver com o quê seu planeta se parece (visto) de Saturno", explicou Linda Spilker, cientista associada do projeto Cassini do Laboratório da Nasa, em Pasadena, Califórnia.

"E esperamos que vocês participem, saudando Saturno da Terra para que possamos celebrar este momento em particular", completou.

A sonda Messenger, que busca possíveis satélites naturais ao redor do planeta Mercúrio, vai tirar outra foto da Europa, do Oriente Médio e da Ásia Central na sexta e no sábado, às 11h49, 12h38 e 13h41 GMT (8h49, 9h38 e 10h41 de Brasília) cada um desses dias. A Nasa publicará as fotos na semana que vem.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

ABEL 30: OBSERVAÇÕES DE RAIOS X REVELAM RENASCIMENTO DE NEBULOSA


Esta imagem composta mostra uma nebulosa planetária Abell 30, localizado a cerca de 5.500 anos-luz da Terra.
A grande imagem e o programa de inserção de raios-X e dados ópticos do Chandra, XMM-Newton, HST e KPNO.

Uma nebulosa planetária é formada no estágio final da evolução de uma estrela parecida com o Sol.
A evolução da A30 parou e depois começou a subir de novo, então a nebulosa planetária renasceu, numa fase raramente vista em especial de evolução.
Estas imagens da nebulosa planetária Abell 30, (aka A30), mostram uma das mais claras já vistas obtidas de uma fase especial de evolução para esses objetos. A imagem ampliada  é um close-up da A30 mostrando os dados de raios-X do Observatório de raios-X Chandra da NASA em roxo e Telescópio Espacial Hubble (HST) dados que mostram emissão óptica de íons de oxigênio em laranja. À esquerda, há a exibição mostrando os dados ópticos e de raios-X do Observatório Nacional Kitt Peak e da ESA XMM-Newton, respectivamente. Nesta imagem os dados ópticos mostram emissão de oxigênio (laranja) e hidrogênio (verde e azul), e emissão de raios-X é de cor púrpura.
Uma nebulosa planetária - assim chamado porque ele se parece com um planeta quando visto com um telescópio pequeno - é formado na fase final da evolução de uma estrela parecida com o Sol.
Depois de ter energia constantemente produzida por vários bilhões de anos através da fusão nuclear do hidrogênio em hélio na sua região central, ou núcleo, a estrela sofre uma série de crises de energia relacionadas com a depleção de hidrogénio e subsequente contração do núcleo. Estas crises culminam na estrela em expansão uma centena de vezes para se tornar uma gigante vermelha .
Eventualmente, o envelope exterior da gigante vermelha é ejetado e se afasta da estrela a uma velocidade relativamente alta de  pelo menos de 100.000 quilômetros por hora. A estrela, entretanto, é transformada de uma gigante vermelha  em uma estrela quente e compacta que produz intensa radiação ultravioleta (UV) e um vento muito rápido de partículas que se deslocam em cerca de 6 milhões de quilômetros por hora. A interação da radiação UV e o vento rápido com o envelope da gigante vermelha ejetado criam a nebulosa planetária, demonstrado pela grande concha esférica na imagem maior.
Em casos raros, as reações de fusão nuclear na região em torno do núcleo com o calor da estrela e o envelope exterior da estrela expande tanto que se torna temporariamente uma gigante vermelha novamente. A seqüência de eventos - ejeção envelope seguido de um vento estelar rápido - é repetido em uma escala muito mais rápido do que antes, e uma nebulosa planetária em pequena escala é criado dentro da original. Em certo sentido, a nebulosa planetária é renascida.
Chandra / óptico acima da imagem
Chandra X-ray e Hubble Optical Close-up da A30
A grande nebulosa visto na imagem maior tem uma idade observada de cerca de 12.500 anos e foi formada pela interação inicial dos ventos rápidos e lentos. O padrão de trevo dos nós visto em ambas as imagens, correspondendo ao material ejetado recentemente. Estes nós foram produzidos muito mais recentemente, como eles têm uma idade observada de cerca de 850 anos, com base em observações de sua expansão usando HST.
A emissão de raios-X difusa visto na imagem maior e na região ao redor da fonte central na inserção é causado pela interação entre vento da estrela e os nós do material ejetado. Os nós são aquecidos e corroída por essa interação, produzindo emissão de raios-X. A causa do ponto-como emissão de raios-X da estrela central é desconhecida.
Estudos da A30 e outras nebulosas planetárias ajudar a melhorar a nossa compreensão da evolução das estrelas como o Sol, e como eles perto do fim da sua vida. A emissão de raios-X revela como o material perdido pelas estrelas em diferentes estágios evolutivos interagem uns com os outros. Estas observações de A30, localizada a cerca de 5.500 anos-luz de distância, oferecem uma imagem do ambiente hostil e caótico que o sistema solar irá evoluir no sentido em vários bilhões de anos, quando um forte vento estelar do sol e radiação energética irão explodir esses planetas que sobreviveram a anterior, fase de vermelha gigante da evolução estelar.
As estruturas observadas em A30 originalmente inspiram a idéia de nebulosas planetárias reborn, e são conhecidos apenas três outros exemplos desse fenômeno. Um novo estudo da A30, usando os observatórios mencionados acima, foi relatado por uma equipe internacional de astrônomos do 20 de agosto de 2012 edição de The Astrophysical Journal.
Fatos para Abell 30:
Crédito                                           Inset raio-X (NASA / CXC / IAA-CSIC / M.Guerrero et al); Inset Óptico (NASA / STScI); Widefield de raios X (ESA / XMM-Newton); Widefield Optical (NSF / NOAO / KPNO)
Lançamento                                   Novembro 15, 2012
Escala                                           Inset é de 37 segundos de arco de diâmetro (um ano-luz), a imagemWidefield é de 3,5 minutos de arco de diâmetro (5,6 anos-luz)
Categoria                                      Anãs brancas e Nebulosas Planetárias
Coordenadas (J2000)                     RA 08h 46m 53.50s | dezembro 17 ° 52 '45.40 "
Constelação                                 Câncer
Data de Observação                      30 de dezembro de 2010
Tempo de observação                    27 horas (1 dia 3 horas)
Obs.                                             ID   12385
Instrumento                                   ACIS
Também conhecido como              A30
Referências                                   Guerrero, MA, et al, 2012, APJ, 755, 129; arXiv: 1202:4463
Código de Cores                           Inset: Raio X (roxo); Optical (laranja), Widefield: Raio X (roxo); Optical (Red, Green, Blue)

sábado, 27 de julho de 2013

OBSERVAÇÕES DESVENDAM MISTÉRIOS SOBRE OBJETOS MAIS PODEROSOS DO UNIVERSO



Concepção artística de ULAS J1120+0641, um quasar alimentado por um buraco negro com uma massa de 2 bilhões de Sóis. Créditos: ESO/M. Kornmesser
Os quasares estão entre os objetos mais brilhantes, mais antigos, mais distantes e mais poderosos do Universo.
Alimentados por buracos negros supermassivos no centro de galáxias gigantescas, os quasares podem emitir enormes quantidades de energia, até mil vezes a produção total das centenas de bilhões de estrelas de toda a nossa Via Láctea.
Astrofísicos da Universidade de Dartmouth, no estado americano de New Hampshire, escreveram um artigo que será publicado na revista The Astrophysical Journal, que relata descobertas baseadas em observações de 10 quasares. Eles documentaram o imenso poder da radiação quasar, que se estende por muitos milhares de anos-luz, até aos limites da galáxia do quasar.
"Pela primeira vez, somos capazes de ver a real extensão em que estes quasares e os seus buracos negros podem afetar as suas galáxias, e vemos que é limitada apenas pela quantidade de gás na galáxia," afirma Kevin Hainline, associado pós-doutorado de pesquisa em Dartmouth. "A radiação excita o gás por todo o percurso até às margens da galáxia e só pára quando já não existe mais gás."
A radiação libertada por um quasar cobre todo o espectro electromagnético, desde ondas de rádio até micro-ondas a baixas frequências, passando por infravermelho, ultravioleta, raios-X, até raios gama de alta frequência. Um buraco negro central, também chamado núcleo galáctico ativo, pode crescer ao engolir material do gás interestelar circundante, libertando energia no processo. Isto leva à criação do quasar, que emite radiação que ilumina o gás presente em toda a galáxia.
"Se pegarmos nesta poderosa e brilhante fonte de radiação no centro da galáxia e detonarmos o gás com a sua radiação, ele é excitado da mesma forma que o néon nas lâmpadas, produzindo luz," afirma Ryan Hickox, professor assistente do Departamento de Física e Astronomia em Dartmouth. "O gás vai emitir frequências muito específicas de luz que só um quasar pode produzir. Esta luz funciona como um rasto que fomos capazes de usar para seguir o gás excitado pelo buraco negro até grandes distâncias."
Os quasares são pequenos em comparação com uma galáxia, como um grão de areia numa praia, mas o poder da sua radiação pode se estender até aos limites galáticos e além.
A iluminação do gás pode ter um efeito profundo, já que o gás que é iluminado e aquecido pelo quasar é menos capaz de entrar em colapso sob a sua própria gravidade e formar novas estrelas. Assim, o minúsculo buraco negro central e o seu quasar podem retardar a formação estelar em toda a galáxia e influenciar a forma como esta cresce e muda ao longo do tempo.
"Isto é emocionante porque sabemos, a partir de um número de argumentos diferentes e independentes, que estes quasares têm um efeito profundo nas galáxias onde vivem," afirma Hickox. "Existe muita controvérsia sobre o modo como realmente influenciam a galáxia, mas agora temos um aspecto da interação que se pode alargar à escala de toda a galáxia. Ninguém tinha visto isso antes."
Hickox, Hainline e co-autores basearam as suas conclusões em observações feitas com o SALT (Southern African Large Telescope), o maior telescópio óptico do Hemisfério Sul. As observações foram realizadas usando espectroscopia, na qual a luz é dividida nos comprimentos de onda que a compõem. "Para este tipo particular de experiência, está entre os melhores telescópios do mundo," afirma Hickox.
Também usaram dados do telescópio espacial WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA, que fotografou todo o céu no infravermelho. Os cientistas usaram observações no infravermelho porque dão uma medida particularmente fiável da produção total de energia do quasar.