MARAVILHA DO UNIVERSO

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Contemple a Maravilha do Universo

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

DESCOBERTA DE NOVO PLANETA ANÃO SUGERE PLANETA X

 Um planeta anão foi descoberto nos confins do Sistema Solar, mas as atenções estão voltadas para algo um pouco maior...
Astrônomos descobriram um novo planeta anão muito além da órbita de Plutão, sugerindo que este reino distante contenha milhões de objetos desconhecidos, incluindo, talvez, um mundo até mesmo maior do que a Terra.
O corpo celeste recém-descoberto, chamado 2012 VP113, junta-se ao planeta anão Sedna como um residente confirmado de uma região longínqua e inexplorada que os cientistas chamam de "Nuvem de Oort interior". Além disso, 2012 VP113 e Sedna podem ter tido suas órbitas alongadas por um grande planeta ainda desconhecido, nas profundezas geladas do Sistema Solar.
"Estes dois objetos são apenas a ponta do iceberg", disse o co-autor Chadwick Trujillo, do Observatório Gemini, no Havaí. "Eles existem em uma parte do Sistema Solar que estamos acostumados a acreditar que era desprovida de matéria. Isto serve para nos mostrar o quão pouco realmente sabemos sobre o nosso Sistema Solar".
Sondagem das profundezas
As imagens mostram a detecção do novo planeta anão 2012 VP113. Cada imagem foi registrada com 2 horas de diferença
entre elas. Se compararmos a posição de 2012 VP113 com os objetos de fundo, podemos perceber seu movimento aparente. Créditos: Scott S. Sheppard / Carnegie Institution for Science
  Durante várias décadas, os astrônomos têm dividido o nosso Sistema Solar em três partes principais: uma zona interna contendo os planetas rochosos; um parte intermediária que abriga os gigantes gasosos, e uma região externa chamada Cinturão de Kuiper, povoada por mundos distantes e gelados, como Plutão.
Sobre os Planetas Anões
Planeta anão Makemake não tem atmosfera
Encontrado planeta vagando no espaço?
A descoberta de Sedna, em 2003, deu a entender que este mapa está incompleto. Sedna, que possui cerca de 1.000 quilômetros de largura, tem uma órbita extremamente elíptica, chegando mais perto do Sol do que 76 unidades astronômicas (1 UA ~ distância média entre a Terra e o Sol = 150 milhões de km) e chega até a 940 UA em seu ponto mais distante.
 O diagrama mostra o Sistema Solar exterior. O Sol ocupa o centro enquanto
as órbitas dos gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) são
representadas em roxo. Os pontilhados verdes representam o cinturão
de Kuiper (incluindo a órbita de Plutão). A órbita de Sedna é representada
pela cor laranja enquanto a órbita de 2012 VP113 é a de cor vermelha.
Ambos os objetos estão próximos do Sol, e quando se distanciarem,
não serão mais detectados por conta de suas distâncias.
Créditos: Scott S. Sheppard / Carnegie Institution for Science
 Isso coloca Sedna nos confins exteriores do Sistema Solar. Para efeito de comparação, a órbita de Plutão se localiza entre 29 e 49 UA do Sol.
E agora os astrônomos sabem que Sedna não está sozinho lá fora. Trujillo e Scott Sheppard, da Instituição Carnegie de Ciência, em Washington DC, descobriram 2012 VP113 usando a câmera Dark Energy, instalada em um telescópio de 4 metros no Observatório Interamericano de Cerro Tololo, no Chile.
         Observações também foram feitas posteriormente utilizando os telescópios Magellan de 6,5 metros no Observatório Las Campanas, também no Chile, que ajudaram Trujillo e Sheppard a determinar detalhes da órbita de 2012 VP113 e entender um pouco mais sobre esse objeto.

         O planeta anão recém descoberto chega mais perto do Sol do que 80 UA, e se distancia até 452 UA. Ele possui cerca de 450 km de largura e por isso, é grande o suficiente para ser classificado como um planeta anão se for composto principalmente de gelo, disseram os pesquisadores. Por definição, planetas anões devem ser grandes o suficiente para sua gravidade moldá-los em esferas, e a massa necessária para que isso aconteça depende da composição dos objetos.
A Nuvem de Oort interna
Objetos distantes como Sedna e 2012 VP113 são incrivelmente difíceis de serem detectados, e os astrônomos só tem uma chance de observá-los quando os corpos estão próximos de sua maior aproximação com o Sol.
Trujillo e Sheppard estimam que cerca de 900 corpos maiores do que Sedna podem existir neste reino distante, que os astrônomos chamam de Nuvem de Oort interior. Devemos lembrar que a Nuvem de Oort em sí é uma camada de gelo ao redor do Sistema Solar que se inicia talvez a 5.000 UA do Sol, e contém trilhões de cometas, diferente da Nuvem de Oort interior.
A população total de objetos na Nuvem de Oort interior, de fato, pode exceder a população do Cinturão de Kuiper e do principal cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter, disseram os pesquisadores.
 "Alguns desses objetos da Nuvem de Oort interna podem ter tamanhos equivalentes ao da Terra, ou ao de Marte", disse Sheppard em um comunicado. "Isso ocorre porque muitos dos objetos da Nuvem de Oort interior estão tão distantes que mesmo aqueles grandes seriam muito difíceis de serem detectados com a tecnologia atual".
         O estudo foi publicado na edição online da revista Nature do dia 26 de Março.


Planeta X ?
Comparação de tamanhos entre a Lua, Sedna (esquerda)
e 2012 VP113 (direita). Créditos: Carnegie Institution for
Science / NASA / JPL
Os astrônomos não sabem muito sobre a origem ou história evolutiva de Sedna e 2012 VP113 neste momento. Os objetos podem ter se formado mais perto do Sol, por exemplo, antes de serem (talvez) empurrados para fora por interações gravitacionais com outras "estrelas irmãs" do conjunto do nascimento do Sol, disseram os pesquisadores. Ou então, objetos da Nuvem de Oort interiores podem ser corpos de outros sistemas estelares próximos que o Sol atraiu durante um encontro estelar, por exemplo.
 Também é possível que 2012 VP113 e seus vizinhos foram expulsos do Cinturão de Kuiper para a Nuvem de Oort interior quando um grande planeta se formou há muito tempo. Este planeta pode ter sido ejetado do Sistema Solar, ou ainda pode estar lá, nos confins extremos, esperando para ser descoberto.
 De fato, certas características das órbitas de Sedna, de 2012 VP113 e de vários objetos do Cinturão de Kuiper mais distantes são consistentes com a presença contínua de um grande corpo extremamente distante que os perturba, disseram os pesquisadores. É possível que um planeta com cerca de 10 vezes mais massa do que a Terra localizado a centenas de UA do Sol tenha orientado esses corpos em suas órbitas atuais.
Tal suposição está longe de ser uma prova de que um desconhecido "Planeta X" realmente existe, confirmou Trujillo. Mas ele disse que a porta está aberta, mas que um corpo com a massa da Terra a 250 UA do Sol provavelmente seria indetectável com a tecnologia atual.
"Isso levanta a possibilidade de que poderia haver corpos lá fora com massa significativa, com a massa da Terra ou maiores, e que nós não conhecemos", disse ele.
A imagem deve esclarecer quantos outros objetos da Nuvem de Oort interior são encontrados, o que permite aos astrônomos colocarem mais restrições sobre a origem e evolução orbital destes corpos frios e distantes.
"Eu acho que é um pouco difícil tirar conclusões definitivas a partir de dois objetos", disse Trujillo. "Se tivéssemos 10 objetos da Nuvem de Oort interior para compararmos, então nós realmente poderíamos começar a reunir mais detalhes sobre os cenários de formação".

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

BURACOS NEGROS EM AGLOMERADOS GLOBULARES SÃO DETECTADOS NA VIA LÁCTEA

Uma equipe de pesquisadores podem ter descoberto os primeiros exemplares de buracos negros em aglomerados globulares, em nossa própria galáxia.Créditos: Texas Tech University
Nomeado M62-VLA1, o buraco negro foi detectado no aglomerado globular M62, há 23.000 anos-luz de distância da Terra. O aglomerado globular M62 está localizado na constelação de Ophiucus.
Os círculos amarelos mostram o possível buraco negro no aglomerado globular M62.
Os círculos vermelhos apontam uma estrela de neutrons que está próxima.
"Os buracos negros em aglomerados globulares podem ser uma maneira deles atraírem uns aos outros o suficiente para fundirem-se em buracos negros ainda maiores, o que pode produzir as 'ondulações no espaço-tempo', que chamamos de ondas gravitacionais", diz Tom Maccarone, professor associado de física na Texas Tech. "Tentar detectar ondas gravitacionais é um dos maiores problemas da física nos dias de hoje, porque seria a prova mais forte de se comprovar a teoria da relatividade de Einstein".
Aglomerados globulares são grandes agrupamentos de estrelas, e acredita-se que nesses aglomerados existam algumas das estrelas mais antigas do Universo. Na mesma distância do Sol para com seu vizinho mais próximo (Proxima Centauri), esses aglomerados globulares poderiam ter entre um milhão ou dezenas de milhões de estrela
"As estrelas podem colidir umas com as outras nesse ambiente", disse Maccarone . "A velha teoria acredita que a interação dessas estrelas expulsariam quaisquer buracos negros que se formassem alí. Eles iriam interagir uns com os outros e com isso, serem jogados para fora do aglomerado, como em um efeito de estilingue, até que todos fossem lançados pra bem longe."
 Embora essa antiga teoria tenha sido deslocada, Maccarone afirma que ainda pode ser um pouco verdade. Os buracos negros podem ainda serem chutados para fora de aglomerados globulares, mas em um ritmo muito mais lento do que inicialmente se acreditava.
Em 2007, Maccarone fez a primeira descoberta de um buraco negro em um aglomerado globular na galáxia NGC4472. Mas ao invés de encontrá-lo por meio de ondas de rádio, Maccarone detectou o buraco negro através de uma emissão de raios- X a partir do gás atraído pelo buraco negro, que era aquecido até alguns milhões de graus. "É surpreendentemente mais fácil encontrá-los em outras galáxias do que em nossa própria", diz Maccarone.
Este ano, ele e sua equipe descobriram dois exemplares de aglomerados estelares globulares em nossa própria galáxia que possivelmente hospedam buracos negros, através de emissões de rádio, usando os radiotelescópios Very Large Array no Novo México.
 "Como os buracos negros absorvem as estrelas ao seu redor, jatos de materiais são expelidos", disse ele. "A maioria do material cai no buraco negro, mas alguns são jogado para fora em um jato. Para ver aquele jato de material, nós olhamos para as emissões de rádio. Encontramos algumas emissões de rádio provenientes desses aglomerados globulares que não poderiam serem explicados de outra maneira"
Outros pesquisadores incluíram Laura Chomiuk e Jay Strader da Universidade de Michigan; James Miller -Jones da Universoade de Perth Curtin, Austrália; Craig Heinke da Universidade de Alberta, Canadá; Eva Noyola da Universidade do Texas; Anil Seth da Universidade de Utah, e Scott Ransom do Observatório Nacional de Rádio-Astronomia, em Charlottesville, Virginia
Os resultados foram publicados no The Astrophysical Journal e apresentados no boletim de notícias da National Radio Astronomy.
Fonte: Texas Tech University  /  DailyGalaxy  /  The Astrophysical Journal
Imagem: M62

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

NOVO EXOPLANETA É ENCONTRADO ALÉM DA LINHA DA NEVE


 "Encontrar o planeta Kepler-421B foi uma grande sorte" - David Kipping
Os astrônomos descobriram um exoplaneta em trânsito com o ano mais longo já conhecido. Kepler-421B orbita sua estrela uma vez a cada 704 dias. Em comparação, a órbita de Marte em torno do Sol dura 780 dias. A maioria dos exoplanetas descobertos até agora (já são mais de 1.800) estão localizados muito mais próximos de suas estrelas e têm períodos orbitais mais curtos.
A órbita do exoplaneta recém descoberto está além da "linha de neve", uma linha divisória imaginária que delimita os planetas rochosos dos gasosos. Quando se ultrapassa a linha de neve, a água se condensa em grãos de gelo e assim, constroem o gigante de gás.
"Encontrar o planeta Kepler-421B foi uma grande sorte", comenta o principal autor David Kipping, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (CfA). "Quanto mais longe um planeta está da sua estrela, mais difícil será encontrá-lo em trânsito a partir do ponto de vista da Terra, tornando a detecção muito mais improvável".
Kepler-421B orbita uma estrela laranja do tipo K, que é mais fria e mais escura do que o nosso Sol. Ele orbita a estrela a uma distância de cerca de 177 milhões de quilômetros. Como resultado, este planeta que tem o tamanho de Urano tem uma temperatura média de aproximadamente -90°C.


Impressão artística do Observatório Kepler.
Créditos: NASA / Ames / JPL-Caltech
Como o nome indica, Kepler-421B foi descoberto usando dados do Observatório Kepler da NASA. Kepler foi adaptado exclusivamente para fazer esse tipo de descoberta. A nave ficou mirada para o mesmo pedaço de céu por 4 anos, observando as estrelas que cintilam quando os planetas passam à sua frente.
A estrela hospedeira, Kepler-421, está localizado a cerca de 1.000 anos-luz da Terra, na direção da constelação de Lyra. Esta pesquisa foi aceita para publicação na revista The Astrophysical Journal e está disponível online.

domingo, 7 de setembro de 2014

MAIOR ESTRUTURA DESCOBERTA CONTRADIZ A TEORIA DO BIG BANG E DESAFIA OS PRINCÍPIOS COSMOLOGICOS

Mais uma vez, o que conhecemos de cosmologia pode não ser totalmente verdade
"Embora seja difícil de entender a dimensão deste 'grande grupo de quasares' (LQG), podemos dizer com toda a certeza que é a maior estrutura já vista em todo o universo", disse o Dr. Clowes da Universidade Central de Lancashire'sJeremiah Horrocks Institute. "Isso é extremamente empolgante, porque vai contra a nossa compreensão atual da escala do Universo. Mesmo viajando na velocidade da luz, levaria cerca de 4 bilhões de anos para atravessar esta estrutura. Isto é importante não apenas por causa de seu tamanho, mas também porque desafia o princípio cosmológico, que tem sido amplamente aceito desde Einstein. Nossa equipe tem estudado casos semelhantes que agregam ainda mais peso a este desafio e vamos continuar a investigar esses fascinantes fenômenos".
Este grande grupo de quasares desafia o princípio cosmológico, a suposição de que o Universo, quando visto em uma escala suficientemente grande, tem a mesma aparência, não importa de onde você esteja observando-o. A teoria moderna da cosmologia é baseada na obra de Albert Einstein, e depende do princípio cosmológico. O princípio é assumido, mas nunca foi demonstrado através de observações que não gerassem dúvidas.
Quasares são núcleos de galáxias dos 'primeiros dias' do Universo. Um único Quasar emite de 100 a 1000 vezes mais luz e energia do que uma galáxia inteira com 100 bilhões de estrelas. Eles se submetem a breves períodos de altíssimo brilho que os tornam visíveis através de grandes distâncias. Estes períodos são ' breves' em termos de Astrofísica, mas na verdade são cerca de 10 a 100 milhões de anos. Desde 1982 tem sido aceito que os quasares tendem a se agrupar em grupos ou "estruturas" de dimensões surpreendentemente colossais, formando os grandes grupos de quasares, ou LQGs na sigla em inglês.
Para dar uma noção de escala, nossa galáxia, a Via Láctea, está separada de sua vizinha mais próxima, a galáxia de Andrômeda, por cerca de 0,75 Megaparsecs (MPC), ou 2,5 milhões de anos-luz. Grupos de galáxias podem ter de 2 a 3 MPC, porém, os LQGs podem ter cerca de 200 MPC ou mais de diâmetro.
 Com base no princípio cosmológico e na moderna teoria da cosmologia, cálculos sugerem que os astrofísicos não poderiam encontrar uma estrutura maior do que 370 MPC. O que eles não esperavam do recém-descoberto LQG, é que sua dimensão é de 500 MPC. Como este grupo de quasares é alongado, a sua dimensão chega a 1.200 MPC (4 bilhões de anos-luz), cerca de 1.600 vezes maior do que a distância entre a Via Láctea e a galáxia de Andrômeda.
 A cor de fundo da imagem acima indica os picos e depressões na ocorrência de quasares na distância do LQG. Cores mais escuras indicam mais quasares, cores mais claras indicam menos quasares. O LQG é claramente visto como uma longa cadeia de picos indicados por círculos pretos. (As cruzes vermelhas marcam as posições dos quasares em um LQG diferente e menor). Os eixos horizontais e verticais representam ascensão reta e declinação, o equivalente celeste de longitude e latitude. O mapa cobre cerca de 29,4 por 24 graus no céu, indicando a grande escala da estrutura recém-descoberta.
 A equipe publicou seus resultados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
Créditos: Royal Astronomical Society / Daily Galaxy
Imagem: R. G. Clowes / UCLan

terça-feira, 2 de setembro de 2014

OBSERVADO NUVEM COM TRILHÕES DE COMETAS E ASTEROIDES AO REDOR DO NÚCLEO CENTRAL DA VIA LÁCTEA

Sagittarius A
O buraco negro no centro da nossa Galáxia, conhecido como Sagittarius A* pode estar rodeado de asteróides e cometas...
Estranhas explosões de raios-x foram vistas durante observações periódicas feitas pelo Telescópio Chandra em 2012. Essas explosões podem ser asteróides caindo no buraco negro gigante da Via Láctea. Este resultado pode significar que há uma nuvem ao redor do buraco negro que contém trilhões de asteróides e cometas.
A imagem abaixo feita pelo Observatório de Raios-X Chandra da NASA, mostra o centro da nossa Galáxia e seu buraco negro supermassivo conhecido como Sagittarius A * ( Sgr A *) no centro. Através de observações intermitentes ao longo de vários anos, o Chandra detectou todos os dias uma explosão de raios-x a partir de Sgr A*. As explosões também foram observadas em dados infravermelhos do Very Large Telescope do ESO, no Chile.
UM estudo do Observatório Chandra nos dá uma possível explicação para essas misteriosas explosões . A sugestão é que há uma nuvem em torno de Sgr A * contendo centenas de milhões de asteróides e cometas, que escaparam de sua estrela-mãe. O painel da esquerda é uma imagem com cerca de um milhão de segundos de observações do Chandra da região em torno do buraco negro, com o vermelho representando os raios-x de baixa energia, o verde como raios-x de energia média e azul sendo o mais alto.
Foto do buraco negro central da Via Láctea, Sagittarius A *
Foto do buraco negro central da Via Láctea, Sagittarius A *
À esquerda, imagem em raios-x feita pelo Observatório Chandra mostra a região ao redor do buraco negro central da Via Láctea, Sagittarius A *
 À direita, ilustração artística mostra como podem ocorrer as explosões observadas ao redor
do buraco negro do centro da nossa Galáxia. Créditos: NASA / Chandra / CXC / Baganoff et al / M. Weiss
Um asteróide que passa muito próximo de outro objeto, como uma estrela ou planeta, pode ser arremessado para bem longe, e ir em direção a Sgr A *. Se o asteróide se aproxima a cerca de 100 milhões de quilômetros do buraco negro (um pouco menos da distância entre a Terra e o Sol), então ele é completamente estilhaçado pelas forças de maré do buraco negro.
Estes fragmentos, então, são vaporizados pelo atrito à medida que passam através do gás quente e fino que flui para Sgr A *, efeito semelhante a um meteoro que brilha quando entra na atmosfera da Terra. A chama é produzida e os restos do asteróide são engolidos pelo buraco negro.
Outra analogia para este tipo de evento é que cerca de uma vez a cada três dias um cometa é destruído quando vai de encontro com a atmosfera quente do nosso Sol. Apesar de suas diferenças significativas, a taxa de destruição de cometas e asteróides pelo Sol e pelo Sgr A * pode ser similar.
Novas observações de Sgr A* serão feitas com o Telescópio Chandra, que nos trará informações valiosas sobre a frequência e o brilho das explosões. Este trabalho pode compreender a capacidade que os asteróides e cometas têm de habitar ou até mesmo de se formar em um ambiente tão inóspito e caótico como os arredores de Sgr A *.
Fonte: Dailygalaxy / Chandra
Imagem: NASA / Chandra / CXC / Baganoff et al / M. Weiss
Capa: Ilustração artística de Sgr A * / NASA

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

OBSERVAÇÕES DE M51 MOSTRAM ESTRUTURA DE CAMPOS MINADOS REPLETA DE BURACOS NEGROS



Astrônomos ficam entusiasmados ao descobrirem a grande quantidade de buracos negros nessa bela galáxia Galáxia M51. Créditos: Chandra / Hubble / NASA
Usando o Observatório Chandra, os astrônomos podem descobrir coisas que somente são detectadas através do raio-x. Nesta nova imagem composta, os dados do Chandra são mostrados em roxo, enquanto que os do Telescópio Espacial Hubble são mostrados em vermelho, verde e azul.
A galáxia conhecida como Messier 51 (M51), ou NGC 5194, é uma galáxia espiral com braços espetaculares de estrelas e poeira. M51 está localizada 30 milhões de anos-luz da Terra, e sua aparência nos dá uma perspectiva incrível de como é a nossa própria galáxia, a Via Láctea.
O sistema de M51, assim como de várias outras galáxias, consiste em pares de objetos onde uma estrela compacta, seja uma estrela de nêutrons ou um buraco negro captura o material uma estrela companheira de órbita. O material que é sugado é acelerado pelo intenso campo gravitacional do objeto central e aquecido a milhões de graus, o que produz uma intensa fonte luminosa de raios-X. As observações do Chandra revelam que, pelo menos dez pontos brilhantes na imagem de M51 são suficientemente brilhante para conter buracos negros. Em oito destes sistemas, os buracos negros estão, provavelmente, sugando material de estrelas companheiras que são muito mais massivas do que o Sol.
Como os astrônomos já estão observando M51 há cerca de uma década com o Chandra, eles possuem informações suficientes para determinar a probabilidade desses objetos serem de fato buracos negros. Eles possuem um brilho constante por muito tempo, o que sugere que as estrelas ao seu redor são muito massivas.
A diferença entre a Via Láctea e a galáxia M51 é que a M51 está em meio a uma fusão com uma galáxia menor, que pode ser vista no canto superior esquerdo da imagem acima.Os cientistas acreditam que essa interação galática esteja provocando ondas de formação de estrelas, e a maioria dos brilhos que representam os buracos negros estão em meio a regiões de intensa formação estelar.
Estudos anteriores da galáxia M51 revelaram pouco mais de 100 fontes de raios-X. O novo conjunto de dados, mostra quase 500 fontes de raios-X. Cerca de 400 dessas fontes são consideradas pertencentes a M51, e o restante, pode estar na frente ou atrás da galáxia.
Grande parte do brilho difuso de raios-x em M51 vem do gás superaquecido por explosões de estrelas massivas.
Fonte: Dailygalaxy
Imagens: NASA / CXC / Wesleyan Univ / R.Kilgard, et al / STScI

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

DESCOBERTA A MAIOR EJEÇÃO DE MATÉRIA DE UM BURACO NEGRO

 Astrônomos utilizaram o Very Large Telescope do ESO (VLT) para descobrir um quasar com o jato mais energético já observado, com pelo menos cinco vezes mais energia do que qualquer outro observado até o momento.
Os quasares são núcleos galácticos extremamente brilhantes, alimentados por um buraco negro de massa elevada. Muitos deles liberam enormes quantidades de material para as galáxias hospedeiras, sendo que esta expulsão de matéria desempenha um papel fundamental na evolução das galáxias. No entanto, até agora, os jatos dos quasares observados não eram tão potentes como previsto pela teoria.
  Os quasares são centros de galáxias distantes muito luminosos, alimentados por enormes buracos negros. Este novo estudo observou um destes objetos energéticos, conhecido por SDSS J1106+1939, utlizando o instrumento X-shooter, montado no VLT do ESO, no Observatório do Paranal, no Chile. Embora os buracos negros sejam conhecidos por atraírem material, a maioria dos quasares também acelera alguma desta matéria em torno de si mesmo, ejetando-a depois a altas velocidades.
  "Descobrimos o jato de quasar mais energético conhecido até hoje. A taxa à qual a energia é dissipada por esta enorme massa de material ejetado a altas velocidades pelo SDSS J1106+1939 é, pelo menos, equivalente a dois trilhões de vezes a energia liberada pelo Sol, o que é, por sua vez, cerca de 100 vezes mais do que a energia total liberada pela Via Láctea - é, de fato, um jato monstruoso", diz o chefe da equipe Nahum Arav (Virginia Tech, EUA). "Esta é a primeira vez que um jato de quasar mostra ter as altas energias previstas pela teoria."

 Muitas simulações teóricas sugerem que o impacto destes jatos nas galáxias que os rodeiam pode resolver vários enigmas da cosmologia moderna, incluindo como é que a massa de uma galáxia se encontra ligada ao seu buraco negro central, e porque é que existem tão poucas galáxias muito grandes no Universo. No entanto, até agora permanecia incerto se os quasares conseguiam ou não produzir jatos de matéria suficientemente poderosos para dar origem a estes fenômenos.
  O novo jato recentemente descoberto situa-se a cerca de mil anos-luz de distância do buraco negro de elevada massa, no coração do quasar SDSS J1106+1939. Este jato é, pelo menos, cinco vezes mais energético do que o último detentor do recorde. A análise efetuada pela equipe mostra que uma massa de aproximadamente 400 vezes a do Sol é liberada pelo quasar por ano, deslocando-se a uma velocidade de 8.000 quilômetros por segundo.
  "Não poderíamos obter os dados de alta qualidade necessários a esta descoberta sem o espectrógrafo X-shooter," diz Benoit Borguet (Virgina Tech, EUA), autor principal do novo artigo científico que descreve os resultados. "Pela primeira vez conseguimos explorar a região em torno do quasar com grande detalhe."
 Além de SDSS J1106+1939, a equipe observou também um outro quasar e descobriu que ambos os objetos possuem jatos poderosos. Uma vez que estes são exemplos típicos de um tipo de quasares, comum mas pouco estudado até agora, estes resultados devem poder aplicar-se, de modo geral, aos quasares luminosos em todo o Universo. Borguet e colegas estão atualmente estudando uma dúzia de objetos similares para ver se este é efetivamente o caso
  "O ano de 2012 marca o quinquagésimo aniversário da fundação do Observatório Europeu do Sul (ESO). O ESO é a mais importante organização europeia intergovernamental para a pesquisa em astronomia e é o observatório astronômico mais produtivo do mundo. O ESO é  financiado por 15 países: Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Holanda, Itália, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça. O ESO destaca-se por levar a cabo um programa de trabalhos ambiciosos, focado na concepção, construção e funcionamento de observatórios astronômicos terrestres de ponta, que possibilitam aos astrônomos importantes descobertas científicas.
O ESO também tem um papel importante na promoção e organização de cooperação nas pesquisas astronômicas. O ESO mantém em funcionamento três observatórios de ponta, no Chile: La Silla, Paranal e Chajnantor. No Paranal, o ESO opera o Very Large Telescope, o observatório astronômico óptico mais avançado do mundo e dois telescópios de rastreio. O VISTA, o maior telescópio de rastreio do mundo que trabalha no infravermelho e o VLT Survey Telescope, o maior telescópio concebido exclusivamente para mapear os céus no visível. O ESO é o parceiro europeu do revolucionário telescópio  ALMA, o maior projeto astronômico que existe atualmente. O ESO está planejando o European Extremely Large Telescope, E-ELT, um telescópio de 39 metros que observará na banda do visível e infravermelho próximo. O E-ELT será “o maior olho no céu do mundo”.," diz Nahum Arav, "por isso é muito excitante encontrar finalmente um destes jatos monstruosos, previstos pela teoria!"
Fonte: ESO  Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

BURACO NEGRO INATIVO DEIXA CIENTISTAS INTRIGADOS


 Buraco negro com aproximadamente 5 milhões de massas solares, situado no centro da galáxia do escultor (NGC 253) intrigou astrônomos do mundo todo
A Nasa, agência espacial americana, divulgou uma imagem que mostra um buraco negro que tem intrigado os astrônomos porque está inativo no centro da galáxia do escultor. Também chamada de NGC 253, a galáxia está a milhões de anos-luz da Terra.
 A descoberta, publicada na revista científica Astrophysical Journal, tem intrigado os astrônomos. Isso porque buracos negros se alimentam da matéria ao redor e hibernam apenas quando o alimento acaba. No entanto, esse buraco negro está em um local com muita atividade de formação estelar ao redor.
O buraco negro inativo fica no centro da galáxia e tem cerca de cinco milhões de vezes a massa do Sol. A imagem divulgada foi feita a partir de observações do telescópico da agência NuSTAR (Nuclear Spectorscopic Telescope Array - Matriz de Telescópios Eletroscópicos Nucleares).
 Esse instrumento foi lançado em junho de 2012 com a missão de mapear e estudar as estrelas que rodeiam o centro da Via Láctea e observar as profundas e distantes da Terra, além da via Láctea. Tudo isso porque ele é o primeiro telescópio em órbita com a capacidade de concentrar luz de alta energia de raios X.
 O pesquisador Bret Lehmer, afirmou em nota da Nasa que os resultados apontam que o buraco negro entrou em modo de hibernação nos últimos dez anos. O motivo de sua inatividade ainda permanece desconhecido. Futuras observações dirão se o buraco negro ainda pode voltar à atividade.

domingo, 10 de agosto de 2014

O BURACO NEGRO MAIS PODEROSO DO UNIVERSO?

 Um quatrilhão de vezes a massa do Sol
Astrônomos usaram o Observatório de Raios-X Chandra da NASA e um  conjunto de outros telescópios para revelar um dos mais  poderosos buracos negros conhecidos. O buraco negro tem criado  enormes estruturas de gás quente ao seu redor, impedindo a  formação de trilhões de estrelas. Este monstro está em um  aglomerado de galáxias chamado RX J1532.9 3021, localizado a  cerca de 3,9 bilhões de anos-luz da Terra. O aglomerado é muito  brilhante nas ondas de raios-X, o que implica que é extremamente  grande, com uma massa de cerca de um quatrilhão de vezes a massa  do nosso Sol. No centro do aglomerado há uma grande galáxia  elíptica, que contém o buraco negro supermassivo.
O que está impedindo a formação de um grande número de estrelas  em RX J1532 ? As imagens do Observatório de Raios-X Chandra e  Karl G. Jansky Very Large Array do NSF (VLA) têm fornecido uma  resposta para esta pergunta. A imagem de raios-X mostra duas  grandes cavidades no gás quente em ambos os lados da galáxia  central. A imagem do Chandra foi especialmente processada para  enfatizar essas cavidades. Ambas as cavidades estão alinhadas  com jatos observados em imagens de rádio do VLA. A localização  do buraco negro supermassivo entre as cavidades é uma forte  evidência de que os jatos supersônicos gerados pelo buraco negro  perfuram o gás quente e o empurra para os lados, formando as  cavidades.
As 'frentes de choque' (semelhantes aos estrondos sônicos)  provocadas pelas cavidades em expansão e pela liberação de  energia por ondas sonoras que reverberam através do gás quente  fornecem uma fonte de calor que impede que a maior parte do gás  forme novas estrelas.
As cavidades têm aproximadamente 100.000 anos-luz de diâmetro,  igual à largura da Via Láctea. A cavidade mais distante também é  vista em um ângulo diferente em relação aos jatos, ao longo de  uma direção norte-sul. Esta cavidade foi provavelmente produzida  por um jato de uma explosão mais antiga do que o próprio buraco negro.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

CIENTISTAS DIZEM QUE TERRA E LUA SÃO 60 MILHÕES DE ANOS MAIS VELHAS


Um grupo de cientistas afirmou que a Lua e a Terra são 60 milhões de anos mais velhas do que as estimativas anteriores apontavam. De acordo com os autores do estudo, a colisão entre a Terra e um planeta do tamanho de Marte, que originou a Lua, ocorreu muito antes do calculado. As informações são do site Circa.
Segundo estudos anteriores, o satélite natural terrestre teve origem há 4,47 bilhões de anos. De acordo com a teoria, um planeta do tamanho de Marte, chamado Theia, colidiu com a Terra e os corpos resultantes do impacto se uniram, aos poucos, para gerar a Lua. Outros resquícios da colisão tornaram-se quartzos e caíram sobre a superfície do nosso planeta.
No entanto, cientistas da Universidade de Lorraine, na França, analisaram o gás xenônio, encontrado em quartzos da África do Sul e Austrália para recalcular a data do impacto. De acordo com as pesquisas, o gás possui 60 milhões de anos a mais que o calculado anteriormente.
As conclusões afetam não só a idade da Lua como a da Terra. Pelas estimativas anteriores, o nosso planeta teria se formado 100 milhões de anos depois do Sistema Solar. Agora, supõe-se que ele se originou 40 milhões de anos depois do Sistema Solar.
Fonte: Terra