MARAVILHA DO UNIVERSO

MARAVILHA DO UNIVERSO
Contemple a Maravilha do Universo

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

EM QUESTÃO DE GALÁXIAS O TAMANHO PODE ENGANAR

Quando falamos de galáxias, o tamanho pode nos levar a conclusões um pouco equivocadas. Algumas das maiores galáxias do universo, estão dormentes, enquanto que algumas galáxias anãs, como a ESO 553-46, mostrada acima numa bela imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble, podem produzir estrelas numa taxa muito elevada. De fato, a ESO 553-46 tem uma das maiores taxas de formação de estrelas das 1000 galáxias mais próximas da Via Láctea.A galáxia apresenta aglomerados de estrelas quente e jovens que banham a galáxia, e estão queimando com forte brilho azulado. A intensa radiação que essas estrelas produzem podem fazer com que o gás ao redor literalmente acenda e é esse gás que aparece vermelho na imagem do Hubble. A pequena massa, e a coloração distinta das galáxias desse tipo, faz com que os astrônomos prontamente as classifiquem como Anãs Azuis Compactas, ou do inglês, BCD.
Sem um núcleo claro ou com estruturas presentes nas galáxias maiores como a Via Láctea, as BCDs, como a ESO 553-46 são na verdade compostas de muitos aglomerados de estrelas que ficam unidos pela gravidade. Sua composição química é interessante para os astrônomos, já que elas possuem relativamente pouca poeira e poucos elementos mais pesados que o hélio, que são produzidos em estrelas e distribuídos pelo meio intergaláctico pelas explosões de supernovas. Essas condições são muito similares àquelas que existiam no universo primordial, quando as primeiras galáxias se formaram.
Fonte:
http://www.spacetelescope.org/

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

A BELA E INCOMUM AHUNA MONS EM CERES

O O que criou essa montanha pouco comum? Essa aí é a Ahuna Mons, e é a maior montanha conhecida do planeta anão Ceres do Sistema Solar, que orbita o Sol no Cinturão Principal de Asteroides entre as órbitas de Marte e Júpiter. 

A Ahuna Mons, não é parecida com nada que a humanidade viu antes. Isso por uma razão, seus taludes são decorados não com antigas crateras, mas sim com estruturas raiadas jovens. Uma hipótese para explicar isso, é que a Ahuna Mons é um vulcão de gelo formado pouco depois de um grande impacto que aconteceu do lado oposto do planeta anão, e que soergueu o terreno com a propagação das ondas sísmicas. As raias brilhantes podem ser sais com alta reflectância, e portanto são semelhantes a outros materiais encontrados nos famosos pontos brilhantes de Ceres. A imagem acima é uma reconstrução digital feita através dos dados obtidos pela sonda Dawn da NASA que está na órbita de Ceres, e ela teve a altura multiplicada por um fator de 2 para realçar as feições da montanha.
Fonte:
https://apod.nasa.gov/

domingo, 19 de novembro de 2017

OBSERVATÓRIO ESPACIAL HERSCHEL REGISTRA EM INFRAVERMELHO A NEBULOSA DA ALMA

Estrelas estão se formando na Alma da Rainha da Etiópia. Mais especificamente falando, uma grande formação de estrelas chamada de Nebulosa da Alma, pode ser encontrada na direção da constelação da Cassiopeia, que é na mitologia grega é creditada à esposa vã de um rei que a muito tempo atrás governava as terras ao redor do Rio Nilo. A Nebulosa da Alma abriga alguns aglomerados abertos de estrelas, uma grande fonte de emissão de ondas de rádio, conhecida como W5 e grandes bolhas formadas pelos ventos das jovens estrelas massivas. Localizada a cerca de 6500 anos-luz de distância da Terra, a Nebulosa da Alma se expande por cerca de 100 anos luz e normalmente é registrada ao lado da sua vizinha celeste, a Nebulosa do Coração, a IC 1805 (abaixo uma imagem das duas nebulosas lado a lado). A imagem acima, tem detalhes impressionantes e foi feita em algumas bandas da radiação infravermelha pelo Observatório Espacial Herschel.
Fonte:  apod.nasa.gov/apod

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

O TERRENO EM FORMA DE LÂMINA NA SUPERFÍCIE DE PLUTÃO

Durante o sobrevoo da sonda New Horizons em Plutão, em Julho de 2015, o terreno em forma de lâmina de Plutão foi mostrado em detalhe nas imagens mais próximas feita pela sonda desse mundo distante. 
A textura incomum pertence a campos de formas e relevo irregulares constituídos na sua maioria de gelo de metano, e encontrados em altitudes extremas perto do equador de Plutão. Gerando sombras dramáticas, as cristas de montanhas altas e parecidas com a lâmina de uma faca, parecem ter sido formadas por sublimação. Nesse processo, o gelo de metano condensado se torna diretamente gás metano sem passar pela fase líquida, e isso deve ter acontecido durante os períodos geológicos em que Plutão era mais quente. Na Terra, a sublimação pode também produzir campos de lençóis de gelo parecidos com lâminas de facas, que são encontrados em platôs de cadeias de montanhas como os Andes. Essas estruturas são conhecidas como penitentes, essas estruturas laminadas são feitas de gelo de água e na Terra possuem somente poucos metros de altura.
Fonte: apod.nasa.gov/apod

terça-feira, 14 de novembro de 2017

LINDA IMAGEM DA REMANESCENTE DE SUPERNOVA PUPPIS A

Dirigida pela explosão de uma estrela massiva, a remanescente de supernova Puppis A, está se espalhando pelo meio interestelar a sua volta, a cerca de 7000 anos-luz de distância da Terra. A essa distância, essa bela imagem telescópica do campo feita com base em imagens de banda larga e estreita, tem cerca de 60 anos-luz de diâmetro. À medida que a remanescente de supernova (localizada na parte superior direita da imagem) se expande seus filamentos não uniformes e aglomerados de átomos de oxigênio brilham em tonalidades verde azuladas. O hidrogênio e o nitrogênio é mostrado em tonalidades de vermelho. A luz da supernova inicial, disparada pelo colapso de um núcleo de uma estrela, atingiu a Terra a cerca de 3700 anos atrás. A remanescente de supernova Puppis A é na verdade vista através da emissão delimitada de uma supernova mais próxima, porém mais antiga, a remanescente de supernova Vela, localizada perto do plano lotado de estrelas da Via Láctea. Ainda brilhando através de todo o espectro eletromagnético, a remanescente de supernova Puppis A é uma das fontes mais brilhantes do céu em raios-X.
Fonte: apod.nasa.gov

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

CIENTISTAS ENCONTRAM PARES DE BURACOS NEGROS GIGANTES E EVASIVOS

Foram descobertos cinco novos pares de buracos negros supermassivos combinados, combinando dados de diferentes telescópios.
Os modelos prevêem tais buracos negros duplos supermassivos crescentes, mas poucos foram encontrados.
Os pesquisadores usaram as observações Chandra para acompanhar as fusões candidatas promissoras identificadas em estudos ópticos e infravermelhos.
O raio-X e a radiação infravermelha são capazes de penetrar nuvens obscuras de gás e poeira que mantêm esses pares de buracos negros escondidos.

Este gráfico mostra dois dos cinco novos pares de buracos negros supermassivos recentemente identificados por astrônomos usando uma combinação de dados do Observatório de raios-X Chandra da NASA, o Wide-Field Infrared Survey Explorer (WISE), o Telescópio Binocular Grande Baseado no solo no Arizona e o levantamento do Sloan Digital Sky Survey (SDSS) nas próximas Galáxias na APO (MaNGA). Esta descoberta poderia ajudar os astrônomos a entender melhor como os buracos negros gigantes crescem e como eles podem produzir os sinais de onda gravitacional mais fortes do Universo, conforme descrito em nosso comunicado de imprensa .
Cada par contém dois buracos negros supermassivos pesando milhões de vezes a massa do Sol. Esses casais de buraco negro se formaram quando duas galáxias colidiram e se fundiram umas com as outras, forçando seus buracos negros supermassivos próximos. Embora os modelos teóricos tenham previsto que gigantescos binários de buracos negros deveriam ser relativamente abundantes, eles foram difíceis de encontrar.

Ilustração de Double AGN
Ilustração de um par de buracos negros. Crédito: NASA / CXC / A.HobartPara descobrir esses últimos pares de buracos negros supermassivos, os astrônomos usaram dados óticos da Sloan Digital Sky Survey (SDSS) - mostrados no painel principal de cada imagem - para identificar galáxias, onde pareceu que havia uma fusão entre duas galáxias menores. Em seguida, eles selecionaram objetos em que a separação entre os centros das duas galáxias nos dados SDSS é inferior a 30 mil anos-luz e o infravermelho cores dos dados WISE correspondem às previstas para um buraco negro supermassivo de rápido crescimento.
Sete sistemas de fusão contendo pelo menos um buraco negro supermassivo foram encontrados com esta técnica. Como a forte emissão de raios-X é uma marca registrada dos buracos negros supermassivos em crescimento, a equipe então observou esses sistemas com Chandra. Eles descobriram que cinco sistemas continham pares de fontes de raios-X que foram separadas por uma distância relativamente pequena (ver inserção para dois exemplos), fornecendo evidências convincentes de que eles contêm dois buracos negros em crescimento ou alimentação, supermassivos.
Tanto os dados de raios X de Chandra quanto as observações WISE infravermelhas sugerem que os buracos negros supermassivos estão enterrados em grandes quantidades de poeira e gás. Como esses dois comprimentos de onda são capazes de penetrar as nuvens obscuras, isso faz com que a combinação de seleção de infravermelhos com o acompanhamento de raios-X seja muito eficaz para encontrar esses pares de buracos negros. A visão nítida de Chandra também é crítica, pois é capaz de resolver cada uma das fontes de raios X nos pares.
Quatro dos duplos candidatos do buraco negro foram relatados em um artigo de Satyapal et al. que foi recentemente aceito para publicação no The Astrophysical Journal, e aparece on-line . O outro candidato de buraco negro duplo foi relatado em um artigo de Ellison et al., Que foi publicado na edição de setembro de 2017 das Mensagens Mensais da Royal Astronomical Society e aparece em linha .

sábado, 4 de novembro de 2017

VIDA SUB AQUÁTICA EM GANIMEDES; É CONFIRMADO O MAIOR OCEANO DO SISTEMA SOLAR

vida em ganimedes? o maior oceano do Sistema Solar
"Acredita-se que o oceano de Ganimedes contenha mais água do que o de Europa", disse Olivier Witasse, cientista e projetista da futura missão JUICE, da Agência Espacial Europeia (ESA). "Seis vezes mais água no oceano de Ganimedes do que no oceano da Terra, e três vezes mais do que em Europa".
Em março de 2016, o Telescópio Espacial Hubble da NASA revelou as melhores evidências de um oceano subterrâneo de água salgada em Ganimedes, a maior lua de Júpiter, que por sua vez, é maior do que Mercúrio e não muito menor do que Marte.
Identificar a água líquida é crucial na busca de mundos habitáveis ​​além da Terra, e consequentemente, pela busca da vida como a conhecemos.
"Esta descoberta é um marco significativo, destacando o que apenas o Hubble consegue fazer", disse John Grunsfeld, administrador assistente da Direção de Missão de Ciência da NASA. "Nos seus 25 anos em órbita, o Hubble fez muitas descobertas científicas em nosso Sistema Solar. Um oceano profundo abaixo da crosta gelada de Ganimedes abre novas possibilidades empolgantes para a vida além da Terra".
Ilustração mostra camadas internas de Ganimedes
Ilustração mostra camadas internas de Ganimedes
Créditos: NASA / ESA         /         Adaptação e Tradução: Galeria do Meteorito
Ganimedes é a maior lua do nosso Sistema Solar e a única que possui seu próprio campo magnético, responsável pela criação de auroras polares (que são faixas de gás eletrificado incandescente e quente que circundam os polos da lua). Por estar muito próximo de Júpiter, Ganimedes também sofre os efeitos de seu potente campo magnético. Ou seja, quando o campo magnético de Júpiter muda, as auroras em Ganimedes também mudam, "balançando" para frente e para trás.
Ganimedes é eclipsado pela lua Europa, que também possui um oceano subterrâneo e será estudada de perto pela missão Europa Clipper em meados de 2020.
Missão a Lua Europa
Missão a Lua Europa
Ilustração artística de um orbitador em Europa, que possivelmente será enviado em meados de 2020.
Créditos: NASA / JPL-Caltech
As auroras que ocorrem em Ganimedes, detectadas pelo Hubble, revelam oscilações no campo magnético da lua, que são explicadas pelo calor interno causado pela maré de um oceano a centenas de quilômetros abaixo da superfície.
A missão JUICE irá sobrevoar algumas luas geladas a distâncias entre 1000 e 200 quilômetros, e irá orbitar Ganimedes por nove meses.
O orbitador conseguirá distinguir o que é gelo é o que é material rochoso, permitindo a detecção de reservatórios enterrados. "Ver o subsolo dessas luas com o radar será como uma viagem no tempo, o que irá ajudar a determinar a evolução geológica desses mundos enigmáticos", disse Olivier Witasse.
No caminho, a nave espacial fará vários sobrevoos em outra lua que também deve ter um oceano subterrâneo: Calisto. "Nós pensamos que Calisto também abriga um oceano subterrâneo, mas os dados disponíveis não estão claros", disse Olivier Witasse. "O que esperamos fazer é verificar se há um oceano ou não, e se sim, qual sua profundidade".
A agência espacial russa (Roscosmos) está estudando o envio de um pousador que aterrissaria em Ganimedes, e que seria enviado junto com JUICE. Essa missão, chamada Laplace-P, buscaria, sobretudo, indícios de vida em Ganimedes.
Primeiramente, a humanidade se surpreendeu com a exploração lunar e marciana... em seguida, asteroide e cometas foram visitados... agora chegou a vez dos satélites naturais do Sistema Solar, que diga-se de passagem, são (provavelmente) os objetos mais promissores de todo o nosso sistema.
Imagens: (capa-ilustração/DeviantArt/Justtv23) / NASA / ESA / Galeria do Meteorito

domingo, 29 de outubro de 2017

CIENTISTAS ENCONTRAM PARES DE BURACOS NEGROS GIGANTES E EVASIVOS


Foram descobertos cinco novos pares de buracos negros supermassivos combinados, combinando dados de diferentes telescópios.
Os modelos prevêem tais buracos negros duplos supermassivos crescentes, mas poucos foram encontrados.
Os pesquisadores usaram as observações Chandra para acompanhar as fusões candidatas promissoras identificadas em estudos ópticos e infravermelhos.
O raio-X e a radiação infravermelha são capazes de penetrar nuvens obscuras de gás e poeira que mantêm esses pares de buracos negros escondidos.
Este gráfico mostra dois dos cinco novos pares de buracos negros supermassivos recentemente identificados por astrônomos usando uma combinação de dados do Observatório de raios-X Chandra da NASA, o Wide-Field Infrared Survey Explorer (WISE), o Telescópio Binocular Grande Baseado no solo no Arizona e o levantamento do Sloan Digital Sky Survey (SDSS) nas próximas Galáxias na APO (MaNGA). Esta descoberta poderia ajudar os astrônomos a entender melhor como os buracos negros gigantes crescem e como eles podem produzir os sinais de onda gravitacional mais fortes do Universo, conforme descrito em nosso comunicado de imprensa .
Cada par contém dois buracos negros supermassivos pesando milhões de vezes a massa do Sol. Esses casais de buraco negro se formaram quando duas galáxias colidiram e se fundiram umas com as outras, forçando seus buracos negros supermassivos próximos. Embora os modelos teóricos tenham previsto que gigantescos binários de buracos negros deveriam ser relativamente abundantes, eles foram difíceis de encontrar.
Ilustração de Double AGN
Ilustração de um par de buracos negros. Crédito: NASA / CXC / A.Hobart
Para descobrir esses últimos pares de buracos negros supermassivos, os astrônomos usaram dados óticos da Sloan Digital Sky Survey (SDSS) - mostrados no painel principal de cada imagem - para identificar galáxias, onde pareceu que havia uma fusão entre duas galáxias menores. Em seguida, eles selecionaram objetos em que a separação entre os centros das duas galáxias nos dados SDSS é inferior a 30 mil anos-luz e o infravermelho cores dos dados WISE correspondem às previstas para um buraco negro supermassivo de rápido crescimento.
Sete sistemas de fusão contendo pelo menos um buraco negro supermassivo foram encontrados com esta técnica. Como a forte emissão de raios-X é uma marca registrada dos buracos negros supermassivos em crescimento, a equipe então observou esses sistemas com Chandra. Eles descobriram que cinco sistemas continham pares de fontes de raios-X que foram separadas por uma distância relativamente pequena (ver inserção para dois exemplos), fornecendo evidências convincentes de que eles contêm dois buracos negros em crescimento ou alimentação, supermassivos.
Tanto os dados de raios X de Chandra quanto as observações WISE infravermelhas sugerem que os buracos negros supermassivos estão enterrados em grandes quantidades de poeira e gás. Como esses dois comprimentos de onda são capazes de penetrar as nuvens obscuras, isso faz com que a combinação de seleção de infravermelhos com o acompanhamento de raios-X seja muito eficaz para encontrar esses pares de buracos negros. A visão nítida de Chandra também é crítica, pois é capaz de resolver cada uma das fontes de raios X nos pares.
Quatro dos duplos candidatos do buraco negro foram relatados em um artigo de Satyapal et al. que foi recentemente aceito para publicação no The Astrophysical Journal, e aparece on-line . O outro candidato de buraco negro duplo foi relatado em um artigo de Ellison et al., Que foi publicado na edição de setembro de 2017 das Mensagens Mensais da Royal Astronomical Society e aparece em linha .

terça-feira, 24 de outubro de 2017

JAMES WEBB BUSCARÁ SINAIS DE VIDA EXTRATERRESTRE NO SISTEMA SOLAR

james webb buscará sinais de vida extraterrestre no sistema solar
Conheça as duas luas escolhidas para serem observadas pelo poderoso telescópio espacial!
O telescópio espacial James Webb, que será lançado em breve, dará uma grande atenção para dois dos principais candidatos para hospedar vida extraterrestre no Sistema Solar: Encélado e Europa, informou a NASA.
Acredita-se que tanto Europa (lua de Júpiter) quanto Encélado (lua de Saturno) possuem oceanos subterrâneos de água líquida, logo abaixo das espessas camadas de gelo. Ambas apresentam gêiseres que liberam jatos líquidos na atmosfera desses mundos, o que poderiam também fornecer uma fonte de calor e nutrientes para algumas formas de vida, segundo os cientistas.
"Nós escolhemos essas duas luas por causa do potencial para exibir assinaturas químicas de interesse astrobiológico", disse Heidi Hammel, vice-presidente executiva da Associação de Universidades de Pesquisa em Astronomia (AURA), que está liderando os esforços para usar o telescópio em estudos de objetos do Sistema Solar.
O telescópio espacial James Webb, apelidado de "Webb", irá capturar a luz infravermelha, que pode ser usada para identificar calor. Os olhos humanos não conseguem enxergar esse nível de onda. Os pesquisadores esperam que Webb possa ajudar a identificar as regiões nas superfícies dessas luas onde a atividade geológica, como a erupção de plumas, está ocorrendo.
As plumas de Encélado foram estudadas em detalhes pela sonda Cassini. A nave espacial descobriu centenas de plumas e até sobrevoou através de algumas delas, testando sua composição. As plumas de Europa foram vistas pelo Telescópio Espacial Hubble, e os pesquisadores a conhecem muito pouco.
Ilustração da parte interna de Encélado mostrando o oceano de água líquida global entre sua crosta e seu núcleo
Ilustração da parte interna de Encélado mostrando o oceano de água líquida global entre sua crosta e seu núcleo. Créditos: NASA / JPL-Caltech         Edição: Richard Cardial
"Elas são feitas de água gelada? O vapor de água quente está sendo liberado? Qual é a temperatura das regiões ativas e da água ejetada?" Questiona Geronimo Villanueva, cientista principal da futura missão de Webb nas observações de Europa e Encélado. "As observações do telescópio Webb nos permitirão abordar essas questões com precisão, e precisão sem precedentes."
As observações de Webb ajudarão a abrir caminho para a missão Europa Clipper, uma missão orbital de 2 bilhões de dólares, que terá como destino a lua gelada de Júpiter. Programada para ser lançada em meados de 2020, a Europa Clipper buscará sinais de vida em Europa. As observações com o telescópio Webb podem identificar áreas de interesse para a missão Europa Clipper.
Hubble e James Webb - comparação
Comparação entre os telescópios espaciais Hubble (esquerda) e James Webb (direita).
Créditos: NASA / divulgação
Os cientistas não sabem com que frequência esses gêiseres ocorrem, e o tempo limitado de observação com Webb pode não coincidir com um deles. O telescópio pode detectar elementos orgânicos, como carbono, que são essenciais para a formação da vida como a conhecemos. No entanto, Villanueva advertiu que Webb não tem o poder de detectar diretamente formas de vida nas plumas, mas sim suas evidências.
O telescópio James Webb está programado para ser lançado em 2018, e orbitará o Sol no ponto de Lagrange L2, que fica a cerca de 1,7 milhões de km mais longe do Sol do que a Terra. O telescópio proporcionará observações de alta resolução tanto do Universo distante quando do nosso próprio Sistema Solar. Cientistas de todo o mundo estão enviando sugestões de objetos que deveriam ser observados pelo poderoso James Webb, e graças a isso, Europa e Encélado são dois que já estão com suas observações garantidas!
Imagens: (capa-ilustração/divulgação) / NASA / JPL-Caltech / Richard Cardial / divulgação

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

V745 Sco: DUAS ESTRELAS TRES DIMENSÕES E MUITA ENERGIA


Um novo modelo 3D de uma explosão do sistema V745 Sco ajuda os astrônomos a aprender mais sobre esse sistema volátil.
V745 Sco é um sistema binário onde um gigante vermelho e uma estrela anã branca estão em uma órbita muito próxima uma em torno da outra.
As intensas forças gravitacionais da anã branca puxam as camadas externas do anão vermelho para a superfície da estrela menor, provocando explosões.
Os astrônomos observaram o V745 Sco cerca de duas semanas após a explosão mais recente em 2014 com a Chandra, permitindo que eles gerassem este novo modelo 3D.
Durante décadas, os astrônomos sabem sobre explosões irregulares do sistema de estrelas duplas V745 Sco, que está localizado a cerca de 25 mil anos-luz da Terra. Os astrônomos foram surpreendidos quando as explosões anteriores deste sistema foram vistas em 1937 e 1989. Quando o sistema entrou em erupção em 6 de fevereiro de 2014, os cientistas estavam prontos para observar o evento com um conjunto de telescópios, incluindo o Observatório de raios-X Chandra da NASA .
V745 Sco é um sistema de estrela binária que consiste em uma estrela gigante vermelha e uma anã branca trancada pela gravidade. Esses dois objetos estelares orbitam tão próximos um do outro que as camadas externas do gigante vermelho são afastadas pela intensa força gravitacional da anã branca. Este material gradualmente cai na superfície da anã branca. Ao longo do tempo, material suficiente pode se acumular na anã branca para desencadear uma explosão termonuclear colossal, causando um dramático brilho do binário chamado nova . Os astrônomos viram a V745 Sco desaparecer por um fator de mil luz óptica ao longo de cerca de 9 dias.
Os astrônomos observaram o V745 Sco com Chandra um pouco mais de duas semanas após a explosão de 2014. A sua principal descoberta foi que a maioria do material ejetado pela explosão estava se movendo em nossa direção. Para explicar isso, uma equipe de cientistas do INAF-Osservatorio Astronomico de Palermo, da Universidade de Palermo e do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics construiu um modelo de computador tridimensional (3D) da explosão e ajustou o modelo até ele explicou as observações. Neste modelo, eles incluíam um grande disco de gás frio em torno do equador do binário causado pela anã branca puxando um vento de gás que circulava longe do gigante vermelho.
Os cálculos do computador mostraram que a onda de explosão da nova explosão e o material ejetado provavelmente foram concentrados ao longo dos pólos norte e sul do sistema binário. Esta forma foi causada pela onda de explosão que bateu no disco de gás fresco ao redor do binário. Essa interação fez com que a onda de explosão e o material ejetado diminuíssem ao longo da direção desse disco e produziriam um anel em expansão de gás emissor de raios-X quente. Os raios-X do material que se afastava de nós foram principalmente absorvidos e bloqueados pelo material se movendo em direção à Terra, explicando por que parecia que a maioria do material estava se movendo em nossa direção.
Na figura (foto acima) mostrando o novo modelo 3D da explosão, a onda de explosão é amarela, a massa ejetada pela explosão é roxa e o disco do material mais frio, que é principalmente intocado pelos efeitos da onda explosiva, é azul. A cavidade visível no lado esquerdo do material ejetado (veja a versão rotulada) é o resultado da destruição da superfície da anã branca sendo mais lenta quando atinge o gigante vermelho. Abaixo está uma imagem óptica do Siding Springs Observatory na Austrália.
Óptico
Óptico
Uma quantidade extraordinária de energia foi liberada durante a explosão, equivalente a cerca de 10 milhões de trilhões de bombas de hidrogênio. Os autores estimam que o material que pesava cerca de um décimo da massa da Terra foi ejetado.
Enquanto esse ermo de tamanho estelar era impressionante, a quantidade de massa expulsada ainda era muito menor do que a quantidade que os cientistas calculam é necessária para desencadear a explosão. Isso significa que, apesar das explosões recorrentes, uma quantidade substancial de material está acumulando na superfície da anã branca. Se material suficiente acumulado, a anã branca pode sofrer uma explosão termonuclear e ser completamente destruída. Os astrônomos usam essas chamadas supernovas tipo Ia como marcadores de distância cósmicos para medir a expansão do Universo.
Os cientistas também conseguiram determinar a composição química do material expulso pela nova. A análise desses dados implica que a anã branca é composta principalmente por carbono e oxigênio.
Também foi criada uma impressão 3D do modelo (foto abaixo). Esta impressão em 3D foi simplificada e impressa em duas partes, a onda de explosão (mostrada aqui em cinza) e o material ejetado (mostrado aqui em amarelo).
V745
V745
Um artigo descrevendo esses resultados foi publicado nos Avisos Mensais da Royal Astronomical Society e está disponível on-line .
Os autores são Salvatore Orlando do INAF-Osservatorio Astronomico de Palermo na Itália, Jeremy Drake do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics em Cambridge, MA e Marco Miceli da Universidade de Palermo.
O Centro de Vôos Espaciais Marshall da Nasa em Huntsville, Alabama, administra o programa de Chandra para a Direcção da Missão de Ciências da NASA em Washington. O Smithsonian Astrophysical Observatory em Cambridge, Massachusetts, controla a ciência e operações de vôo de Chandra.