MARAVILHA DO UNIVERSO

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Contemple a Maravilha do Universo

terça-feira, 8 de outubro de 2013

TERRA PRIMITIVA SE PARECIA MUITO COM LUA DE JÚPITER DIZ ESTUDO


Há 4 bilhões de anos Io é uma das quatro grandes luas de Júpiter e a com maior atividade vulcânica do Sistema Solar. Na imagem acima, o material em preto e vermelho corresponde a erupções recentes. Foto: Galileo Mission/JPL/Nasa
A Terra primitiva, há cerca de 4 bilhões de anos, tinha uma dinâmica interna muito diferente da atual e pode ter se parecido com uma das quatro grandes luas de Júpiter, chamada Io, que tem intensa atividade vulcânica.
Essa é a conclusão de um estudo feito por cientistas americanos e publicado na revista "Nature" desta quarta-feira.
Segundo os autores – liderados por William B. Moore, da Universidade Hampton e do Instituto Nacional do Aeroespaço dos EUA, e A. Alexander G. Webb, da Universidade do Estado da Luisiana –, o trabalho fornece uma nova perspectiva sobre a primeira geologia do nosso planeta.
A Terra se formou há 4,5 bilhões de anos, a partir de colisões de fragmentos de protoplanetas (corpos celestes considerados o primeiro estágio da evolução de um planeta). Naquela época, pertencente ao período geológico Hadeano, grande parte do calor da Terra ficou presa no núcleo (composto de metais, como ferro e níquel, e elementos radioativos).
No período seguinte, conhecido como Arqueano – que começou por volta de 4 bilhões de anos atrás –, apareceram as primeiras rochas inteiras e formas de vida unicelulares.
"Tubos de calor" 
Hoje, a liberação de calor de dentro da Terra para fora é facilitada pelas placas tectônicas, mas esse transporte nem sempre foi assim. Moore e Webb criaram um modelo computacional e simulações numéricas para entender como o nosso planeta pode ter tido uma única placa com vários tubos vulcânicos por onde o calor e materiais circulavam entre o núcleo e a superfície.
Esses "tubos de calor" seriam semelhantes aos que ocorrem em Io e podem ajudar a compreender como a Terra evoluiu antes da formação das placas tectônicas. As simulações feitas também indicam que a nossa litosfera (camada sólida mais externa, dividida em placas) se transformou numa superfície fria e grossa há cerca de 3,5 bilhões de anos, como resultado de erupções frequentes que levaram materiais externos para dentro.
Após o aparecimento das placas tectônicas, foi registrada uma rápida diminuição da atividade vulcânica e de transferência de calor por meio desses tubos, destacaram os cientistas.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

SONDA DA NASA DETECTA SUBSTÂNCIA DE PLÁSTICO NA MAIOR LUA DE SATURNO


Sonda Cassini, da Nasa, identificou presença de ingrediente plástico na atmosfera de Titã, a maior lua de Saturno. Esta é a primeira vez que o produto químico é encontrado fora da Terra. Foto: Nasa/AP
A sonda espacial Cassini, da Nasa, identificou pela primeira vez um ingrediente do plástico fora da Terra, na maior lua de Saturno.
Pequenas quantidades de propileno foram detectadas nas camadas mais baixas da atmosfera enevoada de Titã, um dos alvos da missão, que orbita o planeta dos anéis e seus satélites desde 2004.
A descoberta aparece na revista "Astrophysical Journal Letters" desta segunda-feira (30). Anteriormente, a Cassini já havia visto sinais de propileno em Titã, mas agora um instrumento da sonda mediu o calor vindo de Saturno e de suas luas, e acabou comprovando a existência do material.
Para os astrônomos, a detecção preenche uma misteriosa lacuna deixada nas primeiras observações de Titã, feitas em um voo rasante pela sonda Voyager 1 em 1980.
"Esse sucesso reforça nossa confiança de que vamos encontrar ainda mais produtos químicos escondidos há muito tempo na atmosfera de Titã", diz o cientista Michael Flasar, do Centro Espacial Goddard da Nasa, em Greenbelt, Maryland.
Na Terra, o propileno se junta em longas cadeias para formar o produto químico polipropileno, usado na fabricação de recipientes para alimentos, copos, saca-rolhas, brinquedos, material hospitalar, autopeças e combustível.
Hidrocarbonetos e metano 
Segundo os cientistas, Titã também é um dos poucos corpos do Sistema Solar com uma atmosfera formada significativamente por hidrocarbonetos, compostos químicos naturais constituídos de átomos de carbono e hidrogênio, que se ligam a oxigênio, nitrogênio e enxofre. Essas substâncias químicas são a base do petróleo e dos combustíveis fósseis aqui na Terra.
O segundo gás mais abundante nessa lua de Saturno é o metano, considerado pelos astrônomos um possível indicador de presença de micro-organismos, o que não foi detectado em Marte, por exemplo.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

OBSERVAÇÃO DO QUASAR GB 1428 4217: COM O MAIOR JATO DE RIOS X JÁ DESCOBERTO


Esta imagem composta contém raios-X (azul), rádio (roxo) e dados ópticos (amarelo).
O jato mais distante ainda em raios-X - a uma distância de cerca de 12,4 bilhões de anos luz - foi descoberto.
O Material que cai rapidamente para um buraco negro gigante no centro de uma galáxia super ativa produz o jato.
O jato é de pelo menos 230 mil anos-luz de comprimento, ou cerca de duas vezes o diâmetro de toda a Via Láctea.
Esta imagem composta mostra o jato de raios-X mais distante já observado. Dados de raios-X do Observatório de raios-X Chandra da NASA são mostrados em azul, os dados de rádio do Very Large Array, a da NSF são mostrados em dados roxos e ópticos do telescópio espacial Hubble, da Nasa são mostrados em amarelo. O jato foi produzido por um quasar chamado GB 1428 4217 ou 1428 GB para breve pronuncia, e está localizado a 12,4 bilhões de anos-luz da Terra . Etiquetas para o quasar e o jato pode ser visto passando o mouse sobre a imagem. A forma do jacto é muito semelhante no raio-X e os dados de rádio.
Gigantes  negros no centro das galáxias pode puxar matéria em uma taxa rápida produzindo o fenômeno  quasar . A energia liberada na forma de partículas que caem em direção ao buraco negro gera radiação intensa e poderosos feixes de partículas de alta energia que a explosão de distância do buraco negro acontece quase à velocidade da luz. Esses feixes de partículas podem interagir com campos magnéticos ou ambiente de fótons para produzir jatos de radiação .
À medida que os elétrons no jato voa para longe do quasar, eles se movem através de um mar de fótons fundo deixados para trás após o Big Bang. Quando um rápido movimento de elétrons colide com um desses chamados de radiação cósmica de fundo de fótons, ele pode aumentar a energia do fóton na faixa de raios-X. Porque o quasar é visto quando o Universo está em uma idade de cerca de 1,3 bilhões anos, menos de 10% do seu valor atual, a radiação cósmica de fundo é mil vezes mais intensa do que é agora. Isso faz com que o jato seja muito mais brilhante, e compensa, em parte, para o escurecimento devido à distância.
Enquanto não há uma outra possível fonte de raios-X para o jato - radiação de elétrons em espiral em torno das linhas do campo magnético do jato - os autores favorecem a idéia de que a radiação cósmica de fundo está sendo impulsionada porque o jato é tão brilhante.
Os pesquisadores afirmam que o comprimento do jato em GB 1428 é de pelo menos 230 mil anos luz, ou cerca de duas vezes o diâmetro de toda a Via Láctea, nossa galáxia. Este jato só é visto de um lado do Quasar nos dados de Chandra e VLA. Quando combinado com a evidência obtida anteriormente, isso sugere que o jato é apontado quase que diretamente em nossa direção. Esta configuração seria aumentar os sinais de rádio e de raios-X  para o jato observado e diminui-los a um jato, presumivelmente, apontado na direção oposta.
Este resultado apareceu no 01 de setembro de 2012 questão da The Astrophysical Journal Letters .
Fatos para GB 1428 4217:
Crédito:                      X-ray: NASA / CXC / NRC / C.Cheung et al; Optical: NASA / STScI; Radio: NSF / NRAO / VLA
Lançamento                           28 de novembro de 2012
Escala  Imagem                     é de 41 segundos de arco de diâmetro (cerca de 900.000 anos-luz)
Categoria                                  Quasares e galáxias ativas
Coordenadas (J2000)                  RA 14h 30m 23.70s | dezembro 42 ° 04 '36.50 "
Constelação                          Boötes
Data de Observação                  26 de março de 2007
Tempo de observação          3 horas 14 min
Obs.                                         ID   7874
Instrumento                         ACIS
Referências                         Cheung, C. et al, 2012, APJ, 756, L20; arXiv: 1208,0584
Código de Cores                 Radio (roxo); raio-X (azul); Optical (Amarelo)

sábado, 28 de setembro de 2013

GALÁXIAS ANTIGAS JÁ TINHAM FORMA ATUAL DIZ ESTUDO


Se você ouvir um saudosista dizer que já não se fazem mais galáxias como antigamente, saiba que é mentira. 
Um estudo acaba de mostrar que desde 11,5 bilhões de anos atrás o Universo já tinha galáxias nas mesmas formas que elas têm hoje.
Sabe-se que as galáxias se formaram relativamente cedo na história do cosmos. A Via Láctea, por exemplo, tem cerca de 13 bilhões de anos, nascida apenas 800 milhões de anos após o Big Bang.
Contudo, os cientistas imaginavam que as galáxias, quando bebês, deviam ser bem diferentes --menos evoluídas-- que as atuais. Era o que sugeriam modelos sobre a formação dessas estruturas.
Novos resultados, obtidos com o Telescópio Espacial Hubble, contestam essa ideia. Eles mostram que cerca de 2,3 bilhões de anos depois do Big Bang as galáxias já tinham mais ou menos a forma atual.
"Isso significa que as galáxias amadurecem de forma mais rápida do que se acreditava", diz Gastão Lima Neto, astrônomo da USP que não participou do estudo.
De Hubble para Hubble 
O uso do telescópio espacial não poderia ser mais adequado. Foi o astrônomo americano Edwin Hubble (1889-1953) quem fez o primeiro estudo consistente da evolução das galáxias. O chamado diagrama de diapasão de Hubble cobre todos os tipos galácticos vistos no cosmos,entre eles as espirais (como a nossa Via Láctea).
Vasculhando as profundezas do espaço, os astrônomos conseguem observar como as galáxias eram. (Como elas estão muito longe, a luz delas demora a chegar na Terra, o que explica porque o estudo dos objetos mais distantes equivale a enxergar o passado cósmico.)
Estudos anteriores já haviam sondado galáxias de até 8 bilhões de anos atrás e viam que o esquema de Hubble se sustentava. O novo trabalho, feito com dados de um projeto chamado Candels somado a imagens colhidas em dois instrumentos do telescópio espacial, empurra mais 2,5 bilhões de anos na direção do passado e mostra que, naquela época, as galáxias já tinham o padrão das atuais.
No total, os pesquisadores observaram 1.671 galáxias espalhadas pelo Universo. E a ideia é não parar por aí.
"Continuaremos a sondar épocas cada vez mais remotas para tentar identificar em que momento as galáxias evoluídas começam a aparecer pela primeira vez", disse à Folha Mauro Giavalisco, pesquisador da Universidade de Massachusetts, nos EUA, e um dos autores do trabalho, publicado no periódico "The Astrophysical Journal".
"Isso irá nos ajudar a entender qual é o processo físico responsável por fazer as galáxias pararem de formar estrelas e envelhecerem."

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

CYGNUS-OB2 OBSERVAÇÕES DE FONTES DE RAIOS X EM AGLOMERADOS DE ESTRELAS JOVENS E MASSIVAS


Cygnus OB2 é um aglomerado de estrelas na Via Láctea que contém muitas quentes e jovens estrelas massivas.
Esta imagem composta de Cygnus OB2 contém raios-X do Chandra (azul), os dados infravermelhos do Spitzer (vermelho) e dados ópticos do telescópio Isaac Newton (laranja).

Astrônomos gostariam de entender melhor como essa e outras fábricas de estrelas, ele se formam e como evoluem.
A observação profunda Chandra de Cygnus OB2 encontrou quase 1.500 estrelas emitem raios-X. Na Via Láctea e em outras galáxias no universo próximo muitos aglomerados de estrelas jovens e associações que cada um deles contém centenas de milhares estrelas quentes e com grande massa, as estrelas jovens, conhecidas como O e B estrelas . O conjunto de estrela Cygnus OB2 contém mais de 60 estrelas de tipo O e cerca de mil estrelas do tipo B.  A uma distância relativamente próxima à Terra de cerca de 5.000 anos-luz, Cygnus OB2 é o mais próximo aglomerado massivo. Observações profundas com Chandra da NASA X-ray Observatory of Cygnus OB2 têm sido usados ​​para detectar a emissão de raios-X a partir dos ambientes exteriores quentes, ou coronas , de estrelas jovens no cluster e para investigar como essas grandes fábricas de estrelas se formam e evoluem. Cerca de 1.700 fontes de raios-X foram detectados, incluindo cerca de 1.450 pensado para ser estrelas no cluster. Nesta imagem, os raios-X do Chandra (azul) foram combinadas com dados infravermelhos do Telescópio Espacial Spitzer da NASA (vermelho) e dados ópticos do telescópio Isaac Newton (laranja).
Foram detectadas estrelas jovens na faixa etária 1-7 milhões anos. Os dados de infravermelho indica que uma baixa fração das estrelas têm discos circum de poeira e gás. Mesmo menos discos foram encontrados perto das grandes estrelas OB, atraindo o poder corrosivo de sua intensa radiação que leva à destruição precoce de seus discos. As evidências também confirmam que a população mais velha dessas estrelas perderam seus membros mais massivos por causa de explosões de supernovas . Finalmente, uma massa total de cerca de 30.000 vezes a massa do sol é derivado para Cygnus OB2, semelhante à da estrela de maior massa formando  em regiões de nossa Galaxia .
Marshall Space Flight Center da NASA em Huntsville, Alabama, gerencia o programa Chandra para a Direcção de Missões Científicas da NASA em Washington. O Observatório Astrofísico Smithsonian controla a ciência de Chandra e operações de voo a partir de Cambridge, Massachusetts
Fatos para Cygnus OB2:
Crédito    X-ray: NASA / CXC / SAO / J.Drake et al, Optical: Univ. de Hertfordshire / INT / IPHAS, Infrared: NASA / JPL-Caltech
Lançamento    7 de novembro de 2012
Escala    Imagem é de 11,8 minutos de arco de diâmetro (16 anos-luz)
Categoria  Estrelas normais e conjuntos de estrela
Coordenadas (J2000)       RA 20h 37m 11.00s | dezembro 38 ° 41 '52.00 "
Constelação   Cygnus
Data de Observação                    39 pointings entre janeiro de 2004 e março de 2010
Tempo de observação                 341 horas 40 min (14 dias 5 horas 40 minutos)
Obs. ID                                      4501, 4511, 10939-10974, 12099
Instrumento    ACIS
Código de Cores     De raios-X (azul), Optical (amarelo), infravermelho (vermelho)

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

ASTRÔNOMOS IDENTIFICAM ALINHAMENTO CÓSMICO MISTERIOSO


Imagem mostra nebulosa planetária bipolar conhecida como NGC 6537, obtida pelo New Technology Telescope, do ESO. A forma, que lembra uma borboleta ou uma ampulheta, foi moldada quando uma estrela como o Sol se aproximou do final da vida e soprou suas camadas exteriores para o espaço circundante. O material é canalizado em direção aos polos da estrela a envelhecer, criando uma estrutura de lóbulos duplos. Foto: Eso / Divulgação
Resultado das pesquisas foi considerado surpreendente e pode ajudar na compreensão da história da galáxia.
Com o auxílio do New Technology Telescope, do Observatório Europeu do Sul (ESO), e do Telescópio Espacial Hubble, das agências espaciais americana (Nasa) e europeia (ESA), astrônomos exploraram mais de 100 nebulosas planetárias situadas no bojo central da nossa galáxia e descobriram que os membros em forma de borboleta desta família cósmica tendem a alinhar-se misteriosamente. O resultado foi considerado surpreendente, tendo em vista as histórias diferentes e propriedades variadas dos corpos celestes.
Nas últimas fases da vida, uma estrela como o Sol lança suas camadas exteriores para o espaço circundante, dando origem a objetos chamados nebulosas planetárias, que apresentam uma variedade de formas bonitas e intrigantes. Um dos tipos de nebulosa, conhecida como nebulosa planetária bipolar, costuma formar ampulhetas ou borboletas "fantasmagóricas" em torno das suas estrelas progenitoras.
Todas estas nebulosas formaram-se em locais diferentes e apresentam diferentes características. E nem as nebulosas individuais nem as estrelas que as formaram interagem com outras nebulosas planetárias. No entanto, um novo estudo feito por astrônomos da Universidade de Manchester, Reino Unido, mostra semelhanças surpreendentes entre algumas destas nebulosas: muitas delas alinham-se no céu da mesma maneira.
"Esta é verdadeiramente uma descoberta surpreendente e, se for confirmada, uma descoberta muito importante", explica Bryan Rees, da Universidade de Manchester, um dos dois autores do artigo científico que apresenta estes resultados. "Muitas destas borboletas fantasmagóricas parecem ter os seus eixos maiores alinhados ao longo do plano da nossa galáxia. Ao usar imagens tanto do Hubble como do NTT, pudemos ver muito bem estes objetos e por isso conseguimos estudá-los com grande detalhe".
Os astrônomos observaram 130 nebulosas planetárias no bojo central da Via Láctea e identificaram três tipos diferentes destes objetos, estudando cuidadosamente as suas características e a sua aparência. "Enquanto duas destas populações estavam alinhadas no céu de modo completamente aleatório, como o esperado, descobrimos que a terceira - as nebulosas bipolares - mostrava uma preferência surpreendente por um determinado alinhamento", explica o segundo autor do artigo, Albert Zijlstra, também da Universidade de Manchester. "Apesar de qualquer alinhamento ser por si só uma surpresa, encontrá-lo na região central muito populosa da galáxia é ainda mais inesperado".
Pensa-se que as nebulosas planetárias são esculpidas pela rotação do sistema estelar a partir do qual se formam, dependendo por isso das propriedades do sistema - por exemplo, se se tratar de uma estrela binária, ou se existirem um número de planetas em sua órbita, ambos os fatores são suscetíveis de influenciar a forma da bolha soprada. As formas das nebulosas bipolares são bastante extremas e são provavelmente causadas por jatos que lançam, a partir do sistema binário, matéria perpendicular à órbita.
"O alinhamento que estamos a ver destas nebulosas bipolares indicam que algo de estranho se passa nos sistemas estelares situados no seio do bojo central", explica Rees. "Para que se alinhem do modo que vemos, os sistemas estelares que formam estas nebulosas teriam que estar a rodar perpendicularmente às nuvens interestelares a partir das quais se formaram, o que é muito estranho".
Apesar das propriedades das suas estrelas progenitoras darem forma a estas nebulosas, esta nova descoberta aponta para outro fator ainda mais misterioso. Ao mesmo tempo em que temos estas características estelares complexas temos também as da Via Láctea; o bojo central roda como um todo em torno do centro galáctico. Este bojo pode ter uma influência maior sobre toda a nossa Galáxia do que o suposto anteriormente - através dos campos magnéticos. Os astrônomos sugerem que o comportamento ordenado das nebulosas planetárias poderia ter sido causado pela presença de campos magnéticos fortes existentes na altura em que o bojo se formou.
Como as nebulosas mais perto de casa não se alinham do mesmo modo ordenado, estes campos teriam que ter sido muitas vezes mais forte do que os que existem presentemente na nossa vizinhança. "Podemos aprender muito com o estudo destes objetos", conclui Zijlstra. "Se as nebulosas se comportam realmente deste modo inesperado, este facto terá consequências não apenas para o passado de estrelas individuais, mas também para o passado de toda a Galáxia".

sábado, 7 de setembro de 2013

OBSERVAÇÕES DE CIENTISTAS ENCONTRAM ASTEROIDE NA ÓRBITA DE URANO


Cientistas descobriram pela primeira vez um asteroide na órbita de Urano. Foto: UBC Astronomy / Divulgação
Astrônomos anunciaram nesta quinta-feira a descoberta do primeiro asteroide troiano de Urano. Segundo os cientistas, 2011 QF99 pode fazer parte de uma população de objetos maior do que esperada e que está presa pela gravidade dos planetas gigantes do Sistema Solar.
Asteroides troianos são aqueles que dividem a órbita de um planeta - a Terra, inclusive, tem o seu. Astrônomos consideravam que era improvável a presença de um desses objetos na órbita de Urano, já que a gravidade de seus planetas vizinhos deveria desestabilizar e expelir a pedra para os confins do Sistema Solar.
Antes de descobrir o asteroide, os pesquisadores criaram uma simulação computadorizada do Sistema Solar com os objetos que orbitam a estrela, inclusive os troianos. "Surpreendentemente, nosso modelo prevê que, em qualquer tempo dado, 3% dos objetos dispersos entre Júpiter e Netuno devem coorbitar ou Urano, ou Netuno", diz Mike Alexandersen, líder do estudo publicado na revista especializada Science.
Segundo os pesquisadores, QF99 foi preso pela órbita do planeta há poucas centenas de milhares de anos e deve escapar em cerca de 1 milhão de anos. "Isto nos conta algo sobre a evolução do Sistema Solar", diz Alexandersen. "Ao estudar o processo pelo qual troianos são capturados temporariamente, podemos entender melhor como objetos migram pela região planetária do Sistema Solar."
O estudo foi conduzido pela Universidade da Columbia Britânica (Canadá), Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá e o Observatório de Besancon (França).

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

NOVA OBSERVAÇÃO COM HUBBLE DA GALÁXIA AGULHA

uma fatia fina de uma galáxia borda visto em - um dos mais plana Hubble foi fotografada - com duas estrelas brilhantes queimando superior direito
Como encontrar uma agulha de prata  no palheiro do espaço.

 O Telescópio Espacial Hubble da NASA / ESA produziu esta bela imagem da galáxia espiral IC 2233, uma das galáxias mais plana conhecidas. Galáxias espirais típicas como a Via Láctea são normalmente feitas de três principais componentes visíveis: o disco onde os braços espirais e a maioria do gás e poeira está concentrada, o halo, uma esfera áspera e escassa em torno do disco que contém pouco gás, poeira ou a formação de estrelas, e do bojo central, no coração do disco, o qual é formado por uma grande concentração de estrelas antigas que circundam o centro galáctico. Contudo, IC 2233 está longe de ser normal. Este objeto é um excelente exemplo de uma galáxia super-fina, onde o diâmetro da galáxia é pelo menos dez vezes maior do que a espessura. Estas galáxias consistem de um simples disco de estrelas quando visto de lado. Esta orientação torna fascinante estudar, dando uma outra perspectiva sobre galáxias espirais. Uma característica importante deste tipo de objectos é que eles tem um baixo brilho, e quase todos eles têm nenhuma protuberância em tudo. A cor azulada, que pode ser visto ao longo do disco dá provas da natureza espiral da galáxia, indicando a presença de estrelas quentes e luminosas, estrelas jovens, nascidas de nuvens de gás interestelar. Além disso, ao contrário de espirais típicas, IC 2233 não mostra nenhuma pista de pó bem definido. Apenas algumas pequenas regiões irregulares podem ser identificados nas regiões do interior acima e abaixo do plano médio da galáxia. Deitada na constelação de Lynx, IC 2233 está localizada a cerca de 40 milhões de anos-luz de distância da Terra. Esta galáxia foi descoberta pelo astrônomo britânico Isaac Roberts em 1894. Esta imagem foi tirada com a câmera avançada do Hubble para avaliações, combinando exposições visível e infravermelho. O campo de visão desta imagem é de aproximadamente 3,4 por 3,4 minutos de arco.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

MAGNETAR MISTERIOSO POSSUI UM DOS MAIS FORTES CAMPOS MAGNÉTICOS DO UNIVERSO

Campo magnético em magnetar SGR 0418
Cientistas usando o telescópio espacial XMM-Newton da ESA descobriram que uma estrela morta curioso tem escondido um dos campos magnéticos mais fortes do Universo o tempo todo, apesar das sugestões anteriores de um campo magnético excepcionalmente baixo.
O objeto, conhecido como SGR 0418 5729 (ou SGR 0418, para abreviar), é um magnetar, um tipo particular de estrela de nêutrons.
A estrela de nêutrons é o núcleo morto de uma estrela massiva, uma vez que entrou em colapso depois de queimar todo o combustível e explodindo em um evento dramático de supernova . Eles são objetos extremamente densos,  mais do que a massa do nosso Sol em uma esfera de apenas cerca de 20 km de diâmetro - do tamanho de uma cidade.
Uma pequena proporção de estrelas de nêutrons são formados  brevemente como magnetares, pois seus campos magnéticos são extremamente intensos,de bilhões a trilhões de vezes maior do que aqueles gerados em máquinas de ressonância magnética do hospital, por exemplo. Estes campos magnéticos entram em erupção esporadicamente com rajadas de radiação de alta energia.
SGR 0418 encontra-se em nossa galáxia, a cerca de 6.500 anos-luz da Terra. e Foi detectado pela primeira vez em junho de 2009 por telescópios espaciais, incluindo o Fermi, da NASA e Roscosmos 'Koronas-Photon quando de repente se iluminou em raios-X e raios gama moles. Posteriormente foi estudado por uma frota de observatórios, incluindo ESA XMM-Newton.
"Até muito recentemente, todas as indicações eram de que este magnetar teve um dos campos magnéticos mais fracos na superfície conhecidas, em 6 x 10 12 Gauss, que era cerca de 100 vezes menor do que para magnetares típicos ", disse Andrea Tiengo do Istituto Universitario di Studi Superiori, Pavia, Itália, e autor principal do artigo publicado na Nature.
"Entender esses resultados, foi um desafio. No entanto, nós suspeitamos que SGR 0418 foi, de fato, que esconde um campo magnético muito forte, para fora do alcance das nossas técnicas analíticas usuais ".
Magnetares rodam mais lentamente do que as estrelas de neutrões, mas ainda assim completam uma rotação em poucos segundos. A maneira normal de determinar o campo magnético de uma  magnetoestrela é medir a velocidade à qual a rotação está a diminuir. Três anos de observações de SGR 0418 levou os astrônomos a inferir um campo magnético fraco.
A nova técnica desenvolvida pelo Dr. Tiengo e seus colaboradores envolve a busca de variações no espectro de raios X do magnetar em intervalos de tempo extremamente curto, uma vez que gira. Este método permite aos astrônomos analisar o campo magnético com muito mais detalhes e revelou SGR 0418 como um monstro magnético verdade.
"Para explicar nossas observações, este magnetar deve ter um campo magnético super-forte, torcido atingindo 10 15 Gauss em pequenas regiões na superfície, que mede apenas algumas centenas de metros de diâmetro ", disse o Dr. Tiengo.
"Em média, o campo pode aparecer bastante fraco, pois os resultados anteriores sugeriram. Mas agora somos capazes de sondar a sub-estrutura na superfície e ver que o campo é muito forte localmente ".
Uma simples analogia pode ser feita com os campos magnéticos localizados ancorados em manchas solares no Sol, onde uma alteração de configuração de repente pode conduzir ao seu colapso e a produção de uma chama ou, no caso do SGR 0418, uma explosão de raios-X.
"Os dados espectrais fornecidos por XMM-Newton, combinada com uma nova forma de analisar os dados, permitiu-nos para finalmente fazer a primeira medição pormenorizadas do campo magnético de uma magnetoestrela, confirmando que é um dos maiores valores medidos no universo ", acrescenta Norbert Schartel, XMM-Newton, cientista do projeto da ESA.
"Temos agora uma nova ferramenta para sondar os campos magnéticos de outros magnetars, que ajudarão a restringir modelos desses objetos exóticos."

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

TELESCÓPIO DA NASA PERDE CAPACIDADE DE DESCOBRIR PLANETAS


Projeção artística mostra o telescópio espacial Kepler. Foto: Nasa / Divulgação
Após cerca de três meses, a Nasa - a agência espacial americana - desistiu de tentar restaurar a operação do telescópio Kepler de busca por novos planetas. 

O equipamento estava desde maio com duas dos quatro rodas de reação - que movimentam e posicionam o Kepler - sem funcionar (ele precisa de pelo menos três).
Segundo a Nasa, a primeira roda parou de funcionar em julho de 2012. Em novembro, o telescópio completou sua missão inicial e começou uma missão estendida que deveria durar quatro anos. Contudo, uma segunda roda falhou em maio deste ano.
No dia 8 deste mês, a missão reavaliou a condição do telescópio e chegou à conclusão de que não era possível recuperar as rodas. Sem três desses equipamentos em funcionamento, o Kepler não consegue a precisão necessária para coletar dados de exoplanetas. Mesmo assim, a Nasa comemora as descobertas feitas - e as que ainda virão dos dados coletados e ainda não explorados.
"No início da missão, ninguém sabia se planetas do tamanho da terra eram abundantes na galáxia. Se eles fossem raros, então deveríamos estar sozinhos", diz William Borucki, investigador-chefe do Centro de Pesquisa Ames, na Califórnia. "Agora, com as observações do Kepler completadas, os dados têm a resposta para a pergunta que inspirou a missão: as Terras em zonas habitáveis de estrelas como nosso Sol são comuns ou raras?"
Apesar de não poder mais caçar planetas, o Kepler ainda pode ser usado para outras pesquisas - pelo menos é o que os engenheiros e cientistas da Nasa estão tentando fazer. No dia 2, a agência espacial pediu por contribuições da comunidade científica para tentar descobrir usos para o telescópio e suas duas rodas.
Nos quatro anos de sua missão primária, o Kepler identificou 135 exoplanetas e 3,5 mil "candidatos". O time do Kepler passa agora a analisar os dados coletados, principalmente em busca dos tão esperados planetas de tamanho similar à Terra em zonas habitáveis.​