MARAVILHA DO UNIVERSO

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Contemple a Maravilha do Universo

segunda-feira, 15 de abril de 2013

NASA QUER REBOCAR ASTERÓIDE ATÉ A LUA; AFIRMA SENADOR


Nasa quer rebocar asteróide até à Lua
A Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) quer capturar um pequeno asteroide e puxá-lo para a órbita da Lua como parte de um plano de longo prazo de estabelecer postos tripulados e permanentes no espaço, afirmou um senador norte-americano.
Para tirar o projeto do papel, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disponibilizará cerca de US$ 100 milhões à Agência Espacial em seu orçamento de 2014, que ele submeteu ao Congresso na quarta-feira (10), anunciou o senador Bill Nelson em comunicado.
"Isto faz parte daquilo que será um programa muito mais amplo", explicou o senador democrata. "O plano combina a ciência de mineração em um asteroide, o desenvolvimento de métodos para desviá-lo, bem como encontrar um lugar para desenvolver formas de viajar até Marte."
O plano prevê que uma nave robô capture o asteroide e o puxe na direção da Terra, deixando-o em uma órbita estável ao redor da Lua, perto o suficiente para que, dentro de oito anos, astronautas possam ir em sua direção.
Estudos desde 2012 
Um plano similar foi proposto em 2012 por especialistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) - e o grupo, juntamente com outros altos cientistas de campo, prepararam, desde então, um estudo detalhado sobre a possibilidade de execução do projeto.
"Seria a primeira tentativa da humanidade de modificar os céus para possibilitar o estabelecimento permanente de seres humanos no espaço", afirmaram os cientistas em relatório.
Segundo análises de especialistas, a intenção de Obama de enviar uma missão tripulada para um asteroide próximo à Terra até 2025 é impossível, em vista dos atuais e projetados níveis de financiamento da Nasa.
Mas usar um veículo não-tripulado para trazer um asteroide de 500 toneladas para perto de casa mudaria o jogo e levaria os seres humanos a um asteroide até 2021, quatro anos antes do prazo final.
Uma vez estando lá, "haveria atividades de mineração, pesquisa sobre formas de desviar o asteroide da rota de colisão com a Terra e os testes do desenvolvimento de uma tecnologia para uma viagem rumo ao espaço sideral e ao planeta Marte", destacou comunicado do senador.

quinta-feira, 11 de abril de 2013


BURACO NEGRO ABSORVE PLANETA 15 VEZES MAIOR QUE JÚPITER




Ilustração mostra a ação do buraco negro sobre o planeta (à esquerda). Créditos: ESA
O buraco estava "adormecido" há mais de 30 anos e demorou três meses para desviar o planeta de sua trajetória e absorver 10% de sua massa.
Um grupo de astrofísicos detectou um planeta com uma massa 15 vezes maior que a de Júpiter e que foi absorvido por um buraco negro em uma galáxia situada a 47 milhões de anos-luz da via Láctea, informou nesta terça-feira a Universidade de Genebra.
Os cientistas notaram um sinal luminoso que vinha de um buraco negro situado no centro da galáxia NGC 4845, cuja massa é 300 mil vezes superior à do Sol. O buraco estava "adormecido" há mais de 30 anos, segundo a Universidade em um comunicado.
"Foi uma observação totalmente inesperada em uma galáxia que esteve tranquila durante ao menos 20 ou 30 anos", afirmou Marek Nikojuk, da Universidade de Bialystok, na Polônia, o principal autor de um artigo publicado na revista Astronomy & Astrophysics, em declarações difundidas pela Agência Espacial Europeia (ESA).
Segunda a revista, o buraco negro demorou três meses para desviar o planeta de sua trajetória e absorver 10% de sua massa total. O resto permaneceu em órbita.
O satélite europeu Integral, com o qual também colaboram a agência espacial americana (Nasa) e a Rússia, tornou possível a observação.

Fonte: Terra

sábado, 6 de abril de 2013

CIENTISTAS ANINCIAM DESCOBERTA DO PRIMEIRO INDÍCIO DE MATÉRIA ESCURA




Técnico examina o Espectrômetro Magnético Alfa no Kennedy Space Center da Nasa, enquanto o módulo ainda estava na Terra. Foto: AP
Um projeto orçado em US$ 2 bilhões e realizado na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) está muito perto de explicar um dos maiores mistérios do universo. Uma equipe internacional de cientistas afirmou nesta quarta-feira que o detector de raios cósmicos encontrou o primeiro indício da matéria escura, algo que nunca foi observado diretamente.
Os cientistas do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern) apresentaram hoje os primeiros resultados das pesquisas com o Espectrômetro Magnético Alfa (AMS, na sigla em inglês), que está no espaço há dois anos. Os resultados apontam para a existência de um novo fenômeno na física que poderia ser classificado como a matéria desconhecida.
O Nobel de física Samuel Ting, que lidera a equipe do laboratório europeu localizado nas proximidades de Genebra, na Suíça, disse que espera uma resposta mais conclusiva nos próximos meses. O anúncio se baseia na descoberta de um excesso de pósitrons - partículas subatômicas com carga positiva, equivalentes ao elétron da matéria escura. Cerca de 400 mil pósitrons foram encontrados pelo AMS.
Matéria escura 
A matéria escura não emite luz e não pode ser detectada por telescópios - é uma matéria invisível misteriosa que só pode ser detectada de modo indireto pela força gravitacional que exerce. Especialistas sugerem que ela é formada por partícula massivas que interagem fracamente (WIMPs, na sigla em inglês) - que praticamente nunca interagem com partículas normais de matéria. Acredita-se que essa substância constitui mais de 80% de toda a matéria do universo.
O excesso de pósitrons tem sido observado por mais de 20 anos, e sempre despertou interesse da comunidade científica. O AMS é o primeiro experimento a provar em detalhes a natureza desse excesso e classificá-lo como antimatéria, informou o físico Samuel Ting ao apresentar os resultados da descoberta.
Os cientistas afirmam que observaram muitos novos fenômenos nesse espectro de pósitrons. Em breve, garantem, a origem desse excesso será compreendida. A matéria escura é uma parte integrante das teorias que explicam como é que as galáxias se formam e evoluem.
Espectrômetro Magnético Alfa 
O Espectrômetro Magnético Alfa permanecerá no espaço por duas décadas. Esse módulo chegou à ISS em 2011 como parte da última missão do ônibus espacial Endeavour. O espectrômetro mede partículas de raios cómicos no espaço em busca de pistas sobre a matéria escura e a antimatéria. Depois de detectar bilhões dessas partículas ao longo de um ano e meio, o experimento registrou um sinal que pode ser o resultado da matéria escura.
O experimento foi realizado no espaço depois que todas as tentativas de detecção de matéria escura em laboratórios na Terra falharam. Desde maio de 2011, o detector do espectrômetro já mediu 6,8 milhões de pósitrons e elétrons.

terça-feira, 2 de abril de 2013

A SUPERNOVA ``1987 A ´´ EM SUPER NOVA IMAGEM



Imagem da explosão de supernova em 3D

Astrônomos utilizaram o Telescópio Muito Grande (VLT, na sigla em inglês), do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), para capturar a primeira imagem tridimensional de uma explosão estelar, também conhecida como supernova.
A escolhida foi a SN 1987A, na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia vizinha à nossa. Essa supernova foi descoberta em 1987 e foi a primeira a ser vista a olho nu em 383 anos.
As estrelas de grande massa morrem de uma maneira particular, através de uma gigantesca explosão, arremessando uma grande quantidade de material no espaço. A descoberta de SN 1987A permitiu aos astrônomos estudarem melhor esse fenômeno com detalhes nunca antes vistos.
O estudo dessa supernova permitiu, por exemplo, a primeira detecção de neutrinos do núcleo interno da estrela, de elementos radioativos produzidos durante a explosão, a formação de poeira após o fenômeno, entre muitas outras descobertas sobre a morte das grandes estrelas.
Com as novas observações do VLT, o ESO afirma que os astrônomos serão capazes de reconstruir em 3D as partes centrais da explosão. Os cientistas já descobriram que a explosão foi mais forte e rápida em determinadas direções do que em outras, o que levou a um formato irregular, com algumas partes se alongando mais.
O primeiro material ejetado da supernova viajou a 100 milhões de km/h, cerca de 10% da velocidade da luz e 100 mil vezes mais rápido que um jato de passageiros. Apesar da velocidade, esse material demorou 10 anos para atingir o anel de gás e poeira que é formado na fase final da vida da estrela. As imagens indicam que outra onda de material emitido pela explosão viaja cerca de 10 vezes mais lentamente e é aquecido pelos elementos radioativos criados pelo fenômeno.
"Calculamos a distribuição de velocidades do material ejetado pela Supernova 1987A", diz a autora principal do estudo Karina Kjær. "Ainda não compreendemos bem como explode uma supernova, mas o modo como a estrela explodiu encontra-se imprimido no material mais interior. Podemos ver que este material não foi ejetado simetricamente em todas as direções, mas parece ter uma direção privilegiada. Além disso, essa direção é diferente daquela que esperávamos, baseados na posição do anel."
As observações comprovariam modelos feitos em computador de como explodem essas estrelas. Esses modelos já mostravam o comportamento assimétrico e também indicavam instabilidades de larga escala na supernova.
Fonte: ESO

quarta-feira, 27 de março de 2013

M81: BURACOS NEGROS TÊM HÁBITOS ALIMENTARES SIMPLES



Crédito: X-ray: NASA / CXC / Wisconsin / D.Pooley & CFA / A.Zezas; Optical: NASA / ESA / CfA / A.Zezas; UV: NASA / JPL-Caltech / CfA / J.Huchra et al. ; IR: NASA / JPL-Caltech / CfA
Esta imagem da NASA composta da galáxia espiral M81, localizada cerca de 12 milhões de anos luz de distância, inclui dados de raios X do Chandra X-ray Observatory (azul), os dados ópticos do telescópio espacial Hubble (verde), os dados infravermelhos do Spitzer Space Telescope (rosa) e os dados de ultravioleta Galex (roxo). A inserção mostra um close-up da imagem do Chandra. No centro da M81 é um buraco negro supermassivo que é de cerca de 70 milhões de vezes mais massivo que o sol.
Um novo estudo utilizando dados do Chandra e telescópios terrestres, combinados com modelos teóricos detalhados, mostra que o buraco negro supermassivo no M81 alimenta apenas como buracos negros de massa estelar, com massas de apenas cerca de 10 vezes maior do que o sol. Esta descoberta apóia a implicação da teoria da relatividade de Einstein que os buracos negros de todos os tamanhos têm propriedades semelhantes, e será útil para prever as propriedades de uma classe nova conjectura de buracos negros.
Além de Chandra, três matrizes de rádio (o rádio-telescópio gigante Meterwave, o Very Large Array e Array Very Long Baseline), dois telescópios milímetros (o Plateau de Bure Interferometer eo Submillimeter Array), e Observatório Lick na óptica foram utilizadas para monitorar M81. Estas observações foram feitas simultaneamente para garantir que as variações de brilho por causa de mudanças nas taxas de alimentação não confundir os resultados. Chandra é o satélite X-ray capaz de isolar os fracos raios-X do buraco negro a partir da emissão do resto da galáxia.
O buraco negro em M81 e gera energia de radiação, uma vez que retira o gás na região central das galáxias para dentro a alta velocidade. Portanto, o modelo que Markoff e seus colegas usaram para estudar os buracos negros inclui um disco de material leve girando em torno do buraco negro. Esta estrutura, principalmente, produzir raios-X e de luz óptica. A região de gás quente ao redor do buraco negro seria visto em grande parte ultravioleta e raios-X. Uma grande contribuição tanto para o rádio e raios-X vem de jatos gerados pelo buraco negro. Multivariada de dados é necessária para separar essas fontes de luz que se sobrepõem.
Fatos rápidos para M81:
Escala                                             Image campo cheio é de 3 minutos de arco de diâmetro.
Categoria                                             Galáxias normais e galáxias starburst , buracos negros
Coordenadas (J2000)                      RA 55m 33s 09h | Dez 69 ° 03 '55
Constelação                                      Ursa Maior
Datas de Observação                      05/26/05 - 07/06/05
Tempo de Observação                      46 horas
Obs. IDs                                              5935-5949
Código de Cores                              X-ray: Azul; infravermelho: Vermelho; óptica: Green; Ultravioleta: Roxo
Instrumento                                      ACIS
Referências                                      Markoff S. et al, 2008, APJ, na imprensa
Estimar a distância                              Aproximadamente 11,6 milhões de anos luz
Data de Lançamento                     18 jun 2008

sábado, 23 de março de 2013

NOVAS MEDIÇÕES CONTATAM DE QUE O UNIVERSO É MAIS VELHO DO QUE SE PENSAVA




O Universo é um pouco mais velho do que se imaginava e a sua expansão após o Big Bang ocorreu de forma mais lenta do que se pensava, revelam os dados mais recentes do satélite Planck, da Agência Espacial Europeia.
A revisão de números corrigiu a idade do cosmo de 13,7 bilhões para 13,8 bilhões de anos, e sua taxa de crescimento foi reduzida em 3%. Além disso, a energia escura, a forma predominante de tudo o que há no Cosmo, é menos abundante do que se imaginava (veja quadro acima).
O Planck, lançado em 2009, investiga o Universo primordial mapeando flutuações de temperatura que enxerga em diferentes direções no céu. Para isso, capta a radiação cósmica de fundo: a luz emitida pelo Universo apenas 370 mil anos após o Big Bang, mas que ainda permeia o espaço, viajando na forma de micro-ondas.

Apesar de as correções feitas pelas medições do Planck serem pequenas, elas são importantes, afirmaram ontem cientistas em entrevista coletiva em Washington (a missão é europeia, mas tem forte participação da Nasa). Os físicos dizem que o aumento da certeza sobre esses números permitirá a construção de equipamentos mais precisos para investigar os enigmas da cosmologia.
Entre eles estão a energia escura, cuja natureza ainda é desconhecida, e a matéria escura, que exerce gravidade mas não interage com a luz.
"Uma das coisas que o Planck faz bem é determinar parâmetros que precisam ser conhecidos pelos experimentos que tentam explicar como a energia escura e a matéria escura modificam a história de expansão do Universo", disse Martin White, da Universidade da Califórnia em Berkeley, um dos físicos que analisaram os dados.
"Durante anos, os criadores desses experimentos esperaram o Planck para pegar carona no aumento de precisão que ele providenciou."
Minúcias à parte, os dados que o satélite coletou se encaixam bem nas previsões das principais teorias da cosmologia. Os dados confirmam o evento que os cosmólogos batizaram de "inflação": um período de expansão acelerada logo após o Big Bang. Acredita-se que seja ele o responsável por o Universo não ser hoje uma mera nuvem homogênea de matéria, sem galáxias ou planetas.
O novo mapa mostra que a matéria parece estar distribuída aleatoriamente, mas não totalmente a esmo, e sugere que as teorias que tentam explicar a inflação de maneira mais complicada devem ser abandonadas em favor de um modelo mais simples.
Apesar de o panorama revelado pelo Planck ser o de um Universo majoritariamente homogêneo, algumas anomalias têm despertado o interesse dos cientistas.
Uma delas é uma região grande do Cosmo que é mais fria do que outras, representada por uma mancha azul na parte direita do mapa. Outro problema é que uma das metades do mapa concentra mais áreas quentes do que a outra, uma assimetria não prevista pelas teorias.
"Essas coisas já eram conhecidas, mas eram um pouco controversas", afirmou o astrofísico Krzysztof Gorski, do JPL, em referência aos dados do satélite WMAP, que mapeou a radiação cósmica de fundo antes do Planck, mas com menor precisão.
Esse desvios, porém, não invalidam os modelos cosmológicos reinantes, dizem os físicos. Teorias mais precisas precisam ser elaboradas e testadas no futuro para explicar as anomalias.

segunda-feira, 18 de março de 2013


Telescópio mostra galáxias distantes com formação estelar intensa
A formação estelar mais intensa no cosmos ocorreu muito mais cedo do que o que se supunha anteriormente. Essa é conclusão do Observatório Europeu do Sul (ESO), após observações feitas com o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA). 




Imagens de galáxias distantes com formação estelar intensa amplificadas por efeito de lente gravitacional. Foto: ESO / Divulgação
Este trabalho é o exemplo mais recente das descobertas que estão sendo feitas pelo novo observatório internacional que está sendo inaugurado hoje. 

Os resultados do estudo estão publicados numa série de artigos científicos que sairão na revista Nature e na revista especializada Astrophysical Journal. 

Acredita-se que os episódios de formações estelares mais intensos ocorreram no universo primordial, em galáxias brilhantes de grande massa com formação estelar explosiva convertem enormes reservatórios de gás e poeira cósmica em novas estrelas a uma taxa impressionante. Ao olhar para longe no espaço, para galáxias tão distantes que a sua luz demorou muitos bilhões de anos para chegar até nós, os astrônomos conseguem observar esta fase bem atarefada do universo jovem. 

"Quanto mais distante estiver uma galáxia, mais longe no tempo a estamos vendo, por isso ao medir distâncias podemos reconstruir a linha cronológica de quão vigorosa é a formação estelar no universo nas diferentes épocas da sua história de 13,7 bilhões de anos", disse Joaquin Vieira, do California Institute of Technology, que liderou a equipe e é também o autor principal do artigo na revista Nature. 

A equipe internacional de pesquisadores descobriu inicialmente estas distantes e enigmáticas galáxias com formação estelar explosiva, utilizando o South Pole Telescope (SPT) de 10 metros, da Fundação Científica Nacional dos EUA, e em seguida o ALMA foi utilizado para observar as galáxias com mais detalhes e explorar a formação estelar no universo primordial. 
Os cientistas ficaram surpresos ao descobrir que muitas destas galáxias longínquas e poeirentas que formam estrelas, se encontram ainda mais longe do que o esperado, o que significa que, em média, os episódios de formação estelar intensa ocorreram há 12 bilhões de anos atrás, quando o universo tinha menos de 2 bilhões de anos - um bilhão de anos mais cedo do que o que se pensava anteriormente. 

Duas destas galáxias são as mais distantes deste tipo já observadas - estão tão distantes que a sua luz começou a sua viagem quando o Universo tinha apenas um bilhão de anos. Mais ainda, numa destas galáxias recorde, detectou-se água entre as moléculas observadas, o que marca as observações de água mais distantes no cosmos publicadas até hoje. 

"A sensibilidade do ALMA e a observação em largos intervalos de comprimentos de onda que o telescópio permite, significam que podemos medir cada galáxia em apenas alguns minutos - cerca de cem vezes mais depressa do que antes", disse Axel Weiss (Max-Planck-Institut für Radioastronomie, Bona, Alemanha), que liderou o trabalho da medição das distâncias às galáxias. "Anteriormente, uma medição como esta teria sido um laborioso processo de combinar dados, tanto de telescópios ópticos como de rádio telescópios". 

Na maioria dos casos, as observações ALMA foram suficientes para determinar as distâncias, no entanto, para algumas das galáxias a equipe combinou os dados com medições obtidas com outros telescópios, incluindo o Atacama Pathfinder Experiment (APEX) e o Very Large Telescope do ESO. 

"Estas belas imagens obtidas com o ALMA mostram as galáxias de fundo distorcidas em arcos múltiplos de luz, conhecidos como anéis de Einstein, que rodeiam as galáxias mais próximas", disse Yashar Hezaveh, que liderou o estudo das lentes gravitacionais. "Estamos utilizando a enorme quantidade de matéria escura que rodeia as galáxias no meio do caminho como um telescópio cósmico, para fazer com que galáxias ainda mais distantes pareçam maiores e mais brilhantes", completou. 

A análise da distorção revela que algumas das galáxias longínquas com formação estelar intensa apresentam um brilho equivalente a 40 trilhões de sóis, sendo que as lentes gravitacionais amplificaram até 22 vezes este valor. 

quinta-feira, 14 de março de 2013

Dois cometas estão visíveis no hemisfério Sul


Em um evento raro, dois cometas - Lemmon e Pan-STARRs - estão cruzando o céu da Terra e podem ser observados com relativa facilidade ao mesmo tempo a partir do hemisfério Sul. O mais fácil de ser localizado é o cometa Pan-STARRs, que está visível a olho nu até domingo. 

O cometa Pan-STARRs visto de Queenstown, na Nova Zelândia. Foto: Minoru Yoneto/Associated Press







Para enxergá-lo, porém, e preciso começar a observação logo após o pôr-do-Sol. 

Para encontrá-lo, deve-se olhar para o oeste, onde o Sol se põe. Ele estará na constelação da Baleia. 

O cometa se parecerá com uma bolinha ligeiramente brilhante, sendo observável até por volta das 19h30. 

No domingo, o cometa já estará próximo demais do Sol para ser visto. Ele passará algum tempo assim até voltar a ser visível da Terra, dessa vez em melhores condições do hemisfério Norte. 

Menos brilhante, o Lemmon não está sendo visto a olho nu, mas basta um binóculo para conseguir enxergá-lo. 

E, devido à proximidade com o mais brilhante Pan-STARRs, está relativamente simples encontra-lo. Após avistar o outro cometa, deve-se olhar mais para cima e para a esquerda. Ele está próximo às constelações da Fênix e do Escultor. 

O Lemmon pode ser avistado até por volta das 20h30 e deve estar visível por aqui por pelo menos mais duas semanas. 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Cometa pode colidir em Marte em 2014 e causar explosão gigantesca



Astrônomos acreditam que existe uma pequena possibilidade de um enorme cometa colidir em Marte em 2014. Segundo os cientistas que calculam a trajetória do corpo, mesmo que ele não bata no planeta vermelho, ele vai causar um espetáculo nos céus de lá. 
As informações são do site Universe Today e da agência Ria Novosti. 

O C/2013 A1 (Siding Spring) foi descoberto no começo deste ano pelo caçador de cometas Robert McNaught, do Observatório Siding Spring, na Austrália. O cometa teria entre 10 e 50 quilômetros e a colisão ocorreria a 56 km/s, o que poderia resultar em uma liberação de energia de 20 bilhões de megatons (um megaton é igual à energia da explosão de uma tonelada de TNT), o que deixaria uma cratera de 500 quilômetros de largura por dois de profundidade. Para se ter ideia, a Tsar Bomba, maior artefato nuclear explodido pelo homem, tinha 50 megatons. 

Especialistas acreditam que um impacto poderia mudar as características de Marte. A quantidade de dióxido de carbono liberado poderia causar um efeito estufa e deixar a fraca atmosfera marciana mais densa. Por outro lado, a liberação de poeira poderia bloquear a radiação solar e causar uma queda da temperatura no planeta. 

O astrônomo amador Leonid Elenin, que tem seu nome em outra pedra espacial famosa, calcula que com os dados atuais a passagem do cometa será a 109.200 km de Marte, em outubro de 2014. Contudo, os especialistas assinalam que é muito difícil prever a trajetória de um objeto desses, ainda mais com tanto tempo de antecedência, e que são necessários mais dados antes de se ter certeza da rota. 

"Tal como está agora, a chance de um impacto direto é pequena, mas é provável que Marte será crivado com destroços associados ao cometa", diz o astrônomo Phil Plait no blog Bad Astronomy. 

domingo, 3 de março de 2013

M 87: OBSERVAÇÕES COM CHANDRA DE BURACO NEGRO SUPER MASSIVO EM VIRGEM



Crédito: X-ray: NASA / CXC / CfA / W.Forman et al; óptica:. DSS
Um exemplo notável do poder e da efervescência de buracos negros supermassivos é mostrado nesta imagem composta da galáxia elíptica M87 no Aglomerado de Virgem. As características nesta imagem implica que explosões e sons profundos foram gerados pelo buraco negro por eras.
O buraco negro localizado no centro de M87 é um dos mais massiva no universo. O enorme reservatório de gás quente deste cluster é mostrado neste baixa energia de imagem de raios-X do Chandra X-ray Observatory (vermelho). Uma imagem óptica do Digitized Sky Survey mostra estrelas em M87 em azul.
Uma série de ciclos desigualmente espaçados e as bolhas são visíveis no gás quente por baixo e para a esquerda do centro de M87. Esses recursos são produzidos por pequenas explosões de perto do buraco negro uma vez a cada 6 milhões de anos. As ondas sonoras geradas por essas explosões, não visíveis nesta imagem, será incrivelmente profunda, cerca de 56 oitavas abaixo do meio C. Porque as explosões são desigualmente espaçados o som será mais parecido com o barulho do buraco negro em vez de um desempenho harmonioso musical.
Uma onda de choque - semelhante a um sonic boom - é detectada em uma imagem separada Chandra de M87, que mostra alta energia raios-X. Esse choque foi produzido por uma explosão poderosa do buraco negro de cerca de 20 milhões de anos atrás. As propriedades do choque, incluindo a mudança de temperatura e densidade do gás, são consistentes com a física clássica. A grande bolha no gás de raios-X mostra uma outra explosão poderosa ocorreu cerca de 50 milhões de anos antes. O longo intervalo entre essas duas explosões fornece evidência para sons ainda mais profundos, 58 ou 59 oitavas abaixo do meio C.
Outras características notáveis ​​são vistas em M87 pela primeira vez incluindo filamentos estreitos da emissão de raios X, que pode ser devido ao gás quente preso a campos magnéticos. Um desses filamentos é mais de 100.000 anos luz de comprimento, e estende-se por baixo e para a direita do centro de M87 em quase uma linha recta.

Fatos rápidos para M87:

Crédito                                   X-ray: NASA / CXC / CfA / W.Forman et al; óptica:. DSS
Escala                                   Imagem é 14,4 arcmin cada lado
Categoria                                  Quasares e galáxias ativas , Grupos e aglomerados de galáxias
Coordenadas (J2000)          RA 12h 30m 49.40s | Dez 12 ° 23 '28,00 "
Constelação                          Virgem
Datas de Observação          9 observações entre julho de 2002 a novembro 2005
Tempo de Observação          146 horas
Obs.                                         IDs   2707, 3717, 5826-28, 6186, 7210-12
Código de Cores               Energia (raios-X: Vermelho; óptica: azul)
Instrumento                          ACIS
Também conhecido como  NGC 4486
Estimar a distância                 Cerca de 50 milhões de anos-luz
Data de Lançamento          05 de outubro de 2006